Pernas com varizes — tratamento cirúrgico e escleroterapia pelo Dr. Luís Dotta em São Paulo

Isquemia: o que é, tipos, sintomas e tratamento

A isquemia é uma das condições mais urgentes em medicina vascular — e uma das mais mal compreendidas pelos pacientes. Com mais de trinta anos de cirurgia vascular em São Paulo, aprendi que o tempo entre o reconhecimento da isquemia e o início do tratamento determina não apenas o resultado funcional do membro ou órgão afetado, mas frequentemente a própria sobrevida do paciente.

Isquemia é a falta de fluxo sanguíneo adequado para um tecido ou órgão — uma privação de oxigênio que, dependendo da intensidade e duração, causa desde disfunção temporária até necrose irreversível. O coração em isquemia causa infarto. O cérebro em isquemia causa AVC. As pernas em isquemia causam gangrena e amputação. O intestino em isquemia é uma das emergências cirúrgicas mais letais que existem.

Neste artigo explico com profundidade o que é isquemia, os diferentes tipos, como cada um se manifesta, como é diagnosticada, quais são os tratamentos disponíveis — e, fundamentalmente, como reconhecer os sinais de isquemia cedo o suficiente para fazer diferença.


O que é Isquemia

Isquemia é a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo para um tecido, causando privação de oxigênio (hipóxia) e de nutrientes essenciais. A palavra vem do grego: ischein (reter) + haima (sangue) — literalmente, “retenção de sangue”.

O mecanismo da isquemia pode ser:

  • Obstrutivo: obstrução do lúmen arterial por placa de aterosclerose (crônico) ou por trombo/êmbolo (agudo). É a causa mais comum de isquemia nos membros, coração e cérebro
  • Compressivo: compressão externa da artéria por tumor, hematoma, torniquete ou posição anatômica desfavorável
  • Vasoespástico: contração excessiva da parede arterial sem obstrução estrutural — como na síndrome de Raynaud ou no vasoespasmo coronariano
  • Hemodinâmico: queda da pressão arterial sistêmica abaixo do limiar de perfusão — choque cardiogênico, séptico ou hemorrágico

O tecido em isquemia tem uma janela de tempo antes que o dano se torne irreversível. Essa janela varia enormemente por órgão: neurônios cerebrais entram em necrose em 4 a 6 minutos de isquemia completa; músculo esquelético tolera 4 a 6 horas; osso cortical pode sobreviver 12 a 24 horas.


Tipos de Isquemia

Isquemia Aguda vs. Isquemia Crônica

A distinção mais importante em isquemia é entre a forma aguda e a crônica — porque definem urgência, mecanismo e tratamento completamente diferentes:

  • Isquemia aguda: oclusão arterial súbita — o fluxo cai abruptamente, sem tempo para desenvolvimento de circulação colateral. É emergência vascular. Exemplos: êmbolo arterial, trombose aguda sobre placa de aterosclerose, trauma vascular
  • Isquemia crônica: redução progressiva do fluxo arterial ao longo de meses a anos, com desenvolvimento gradual de circulação colateral que compensa parcialmente. Os sintomas da isquemia crônica surgem aos poucos — claudicação intermitente evolui para isquemia crítica

Isquemia dos Membros Inferiores

A isquemia dos membros inferiores é a manifestação mais comum tratada pelo cirurgião vascular. Resulta da doença arterial periférica — aterosclerose das artérias ilíacas, femorais, poplíteas e tibiais. A progressão da isquemia nos membros inferiores segue um espectro clínico bem definido:

Estágios da Isquemia dos Membros — Classificação de Fontaine

EstágioManifestação clínicaUrgência
IAssintomático — isquemia detectada nos examesEletiva
IIaClaudicação intermitente leve — acima de 200mEletiva
IIbClaudicação grave — abaixo de 200mEletiva a semi-urgente
IIIDor em repouso — isquemia crítica em evoluçãoUrgente
IVÚlcera isquêmica ou gangrena — isquemia críticaEmergência

Isquemia Crítica dos Membros

A isquemia crítica (estágios III e IV) é a forma mais grave de isquemia dos membros — o fluxo arterial é tão reduzido que não consegue manter nem as necessidades metabólicas do tecido em repouso. Os sinais característicos:

  • Dor em repouso: dor intensa nas extremidades que piora ao deitar — o paciente fica com o pé dependente para ter algum alívio pela gravidade. É sinal de isquemia crítica iminente
  • Pé frio e pálido: temperatura muito baixa ao toque, palidez intensa
  • Ausência de pulsos palpáveis
  • Úlceras isquêmicas nos dedos, calcâneos e pontos de pressão — a ferida na perna que não cicatriza por falta de fluxo arterial
  • Gangrena — necrose tecidual seca ou úmida. Indica isquemia irreversível naquele segmento

A isquemia crítica tem mortalidade de 20% em 6 meses — pacientes que morrem principalmente de infarto e AVC pelas mesmas artérias doentes. Sem revascularização, 25% dos pacientes com isquemia crítica perdem o membro em 1 ano.

Isquemia Aguda dos Membros — Emergência Vascular

A isquemia aguda dos membros é uma das emergências vasculares mais dramáticas. Ocorre quando uma artéria é subitamente ocluída por êmbolo (fragmento de coágulo que veio de outro local) ou trombose aguda. Os sinais clássicos dos “6 Ps” da isquemia aguda:

  • Pain (dor) — dor súbita e intensa no membro
  • Pallor (palidez) — o membro fica pálido imediatamente
  • Pulselessness (ausência de pulso) — pulsos desaparecem abaixo da oclusão
  • Paresthesia (parestesia) — formigamento e dormência. Sinal de isquemia neural
  • Paralysis (paralisia) — o membro perde a função motora. Isquemia muscular avançada
  • Poikilothermia (frialdade) — temperatura muito baixa

A isquemia aguda dos membros tem janela de tratamento de 4 a 6 horas antes que o dano muscular se torne irreversível. É emergência vascular absoluta — o paciente deve ir ao pronto-socorro imediatamente.


Isquemia Cardíaca — Angina e Infarto

A isquemia cardíaca — também chamada de cardiopatia isquêmica ou doença arterial coronariana — ocorre quando as artérias coronárias não entregam oxigênio suficiente ao miocárdio. É a maior causa de morte no mundo.

Angina — Isquemia Cardíaca Transitória

A angina pectoris é a manifestação da isquemia cardíaca reversível — o fluxo coronariano é insuficiente durante o esforço, mas restaura-se com o repouso. Manifesta-se como dor ou pressão no peito que surge ao esforço e passa com o repouso ou nitroglicerina. Na angina estável, a isquemia é previsível e reprodutível.

Infarto do Miocárdio — Isquemia Cardíaca Irreversível

O infarto ocorre quando a isquemia cardíaca é prolongada o suficiente para causar necrose do miocárdio. A causa mais comum é a ruptura de uma placa de aterosclerose coronariana com trombose aguda sobre ela — reduzindo abruptamente o fluxo. Os sintomas da isquemia aguda do miocárdio:

  • Dor ou pressão intensa no peito, geralmente com irradiação para o braço esquerdo, mandíbula ou costas
  • Suor frio, náuseas, palidez
  • Falta de ar
  • Sensação de morte iminente

O infarto com isquemia cardíaca total é emergência — ligue 192 (SAMU) imediatamente. A janela de tempo para salvar o músculo cardíaco é de 90 minutos para o tratamento com angioplastia primária.


Isquemia Cerebral — AIT e AVC

A isquemia cerebral ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido ou reduzido abaixo do limiar de funcionamento neuronal. O cérebro é o órgão mais sensível à isquemia — neurônios começam a morrer em 4 a 6 minutos sem oxigênio.

Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

O AIT é uma isquemia cerebral temporária que resolve completamente em menos de 24 horas — geralmente em minutos. Os mesmos sintomas do AVC (fraqueza, alteração de fala, visão), mas que passam sozinhos. O AIT não é “mini-AVC sem importância” — é um aviso de que há fonte emboligênica ou obstrução arterial causando isquemia cerebral recorrente. O risco de AVC definitivo nas 48 horas após um AIT é de 10 a 15%.

AVC Isquêmico

O AVC isquêmico é a isquemia cerebral persistente que causa infarto de uma região do cérebro. Representa 85% de todos os AVCs. As principais causas de isquemia cerebral por AVC são:

  • Cardioembolismo: êmbolo do coração (fibrilação atrial, valvopatia) que chega às artérias cerebrais
  • Aterosclerose das grandes artérias: placa na artéria carótida ou vertebral causando isquemia cerebral por embolismo ou trombose local
  • Doença de pequenos vasos: isquemia de pequenos territórios cerebrais por hipertensão crônica

Os sinais de AVC por isquemia cerebral — método FAST:

  • Face — assimetria facial, boca torta
  • Arm — fraqueza ou dormência em um braço
  • Speech — dificuldade para falar ou entender
  • Time — ligue 192. A isquemia cerebral do AVC tem janela de tratamento de 4,5 horas para trombólise

Isquemia Mesentérica — Isquemia do Intestino

A isquemia mesentérica é uma das formas mais graves e letais de isquemia — o intestino delgado tem uma das maiores demandas metabólicas do organismo e tolera mal a privação de oxigênio. A mortalidade da isquemia mesentérica aguda supera 60 a 80% mesmo com tratamento.

Tipos de Isquemia Mesentérica

  • Isquemia mesentérica aguda por êmbolo: fragmento de trombo (geralmente de fibrilação atrial) que oclude a artéria mesentérica superior. Início súbito, dor abdominal intensa. Isquemia mesentérica mais comum — representa 50% dos casos
  • Isquemia mesentérica aguda por trombose: trombose aguda sobre placa de aterosclerose na artéria mesentérica — geralmente em pacientes com histórico de angina mesentérica (dor abdominal pós-prandial)
  • Isquemia mesentérica não oclusiva: isquemia intestinal sem obstrução arterial — por baixo débito cardíaco (choque, sepse). Prognóstico muito grave
  • Isquemia mesentérica crônica (angina abdominal): dor abdominal pós-prandial em pacientes com aterosclerose das artérias mesentéricas — o intestino entra em isquemia relativa ao demandar mais fluxo durante a digestão

Sintomas da Isquemia Mesentérica

  • Dor abdominal intensa e desproporcional ao exame físico — o paciente grita de dor mas o abdome está mole ao toque. É o sinal mais clássico e assustador da isquemia mesentérica
  • Náuseas, vômitos e diarreia nas fases iniciais
  • Distensão abdominal progressiva
  • Sangue nas fezes
  • Sinais de sepse com progressão da isquemia mesentérica

A isquemia mesentérica aguda é emergência cirúrgica — a demora no diagnóstico e na revascularização ou ressecção do intestino necrótico é fatal. Qualquer dor abdominal súbita e intensa em paciente com fibrilação atrial ou aterosclerose deve levantar suspeita de isquemia mesentérica.


Isquemia Renal

A isquemia renal ocorre quando o fluxo para os rins é insuficiente — por obstrução da artéria renal (aterosclerose, displasia fibromuscular, êmbolo) ou por queda do débito cardíaco. As consequências:

  • Hipertensão renovascular: a isquemia renal crônica ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, causando hipertensão arterial de difícil controle — frequentemente o primeiro sinal de isquemia renal por estenose da artéria renal
  • Insuficiência renal: isquemia prolongada leva à perda progressiva da função renal
  • Infarto renal agudo: oclusão aguda da artéria renal por êmbolo ou trombose — dor lombar intensa unilateral, hematúria, náuseas

Diagnóstico da Isquemia

O diagnóstico da isquemia combina avaliação clínica e exames complementares — que variam conforme o órgão afetado:

Isquemia dos Membros — Exames

  • Índice tornozelo-braquial (ITB): relação entre a pressão no tornozelo e no braço. ITB abaixo de 0,9 confirma isquemia arterial periférica. Abaixo de 0,4: isquemia crítica
  • Doppler arterial dos membros inferiores: avalia o fluxo segmento a segmento, localiza a obstrução causadora da isquemia
  • Angiotomografia (AngioTC): mapeamento completo das artérias para planejamento da revascularização da isquemia
  • Arteriografia: padrão-ouro — cateterismo seletivo das artérias com contraste, usado também para tratar a isquemia por angioplastia no mesmo procedimento

Isquemia Cardíaca — Exames

  • ECG: alterações do segmento ST e onda T indicam isquemia cardíaca aguda
  • Troponina: marcador de necrose miocárdica — eleva-se na isquemia com infarto
  • Ecocardiograma: avalia a função do ventrículo esquerdo e identifica áreas com isquemia
  • Cintilografia miocárdica / RNM cardíaca: identifica isquemia miocárdica em repouso e esforço
  • Cateterismo cardíaco (coronariografia): visualiza diretamente as obstruções coronarianas causadoras de isquemia

Isquemia Cerebral — Exames

  • TC de crânio sem contraste: primeiro exame para excluir AVC hemorrágico na suspeita de isquemia cerebral
  • RNM com difusão: identifica áreas de isquemia cerebral aguda com alta sensibilidade
  • Angiotomografia cerebral e de pescoço: avalia obstruções nas artérias cervicais e intracranianas causando isquemia
  • Doppler de carótidas e vertebrais: rastreamento de estenoses carotídeas como fonte de isquemia cerebral

Tratamento da Isquemia

Tratamento da Isquemia dos Membros

O tratamento da isquemia dos membros depende da urgência e da extensão da obstrução:

  • Isquemia aguda: embolectomia cirúrgica (retirada do êmbolo com cateter de Fogarty) ou trombólise intra-arterial dirigida por cateter. Urgência de horas — cada minuto de isquemia aguda conta
  • Angioplastia com stent: para isquemia crônica por obstruções localizadas — cateter dilata a artéria e stent mantém o lúmen aberto
  • Bypass arterial: para obstruções longas da isquemia crônica — ponte de veia safena ou prótese contorna a obstrução
  • Amputação: quando a isquemia causou gangrena irreversível — cirurgia para controlar a sepse e preservar o membro restante

Tratamento da Isquemia Cardíaca

  • Angioplastia coronariana primária: para infarto agudo — abre a coronária ocluída causando isquemia em menos de 90 minutos do diagnóstico
  • Trombólise: medicamento dissolve o coágulo na artéria coronariana quando angioplastia não está disponível
  • Cirurgia de revascularização miocárdica (ponte de safena): para isquemia cardíaca crônica multiarterial
  • Controle dos fatores de risco: estatina, AAS, anti-hipertensivo, controle do diabetes — previnem progressão da isquemia

Tratamento da Isquemia Mesentérica

  • Isquemia mesentérica aguda: embolectomia cirúrgica ou trombólise endovascular + ressecção do intestino necrótico. Internação em UTI. Alta mortalidade mesmo com tratamento
  • Isquemia mesentérica crônica: angioplastia com stent das artérias mesentéricas — boa eficácia e baixo risco. Melhora significativa da angina abdominal

Fatores de Risco para Isquemia — O que Você Pode Controlar

A maioria das formas de isquemia tem como causa fundamental a aterosclerose — e os fatores de risco da aterosclerose são em grande parte modificáveis:

  • Tabagismo: o maior fator de risco modificável para isquemia periférica. Parar de fumar reduz o risco de isquemia em todas as localizações
  • Diabetes mellitus: acelera a aterosclerose e é o principal fator de risco para isquemia das artérias distais dos pés
  • Hipertensão arterial: danifica o endotélio arterial — meta abaixo de 130/80 mmHg
  • Dislipidemia: LDL elevado é o substrato das placas que causam isquemia. Estatinas reduzem eventos isquêmicos em 25 a 35%
  • Sedentarismo e obesidade
  • Fibrilação atrial: principal fonte de êmbolos que causam isquemia cerebral e mesentérica — anticoagulação obrigatória

Isquemia e o Cirurgião Vascular

O cirurgião vascular é o especialista que trata a isquemia dos membros, a isquemia mesentérica, a isquemia renal por estenose de artéria renal, e colabora no tratamento da isquemia cerebral por doença carotídea. O cardiologista intervencionista trata a isquemia cardíaca coronariana. O neurologista e o neurorradiologista intervencional tratam a isquemia cerebral aguda.

Qualquer suspeita de isquemia aguda — nos membros, no coração, no cérebro ou no intestino — é emergência. Não espere. Ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo.


Perguntas Frequentes sobre Isquemia

O que é isquemia?

Isquemia é a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo para um tecido ou órgão, causando privação de oxigênio. Pode afetar qualquer órgão — os mais importantes clinicamente são os membros inferiores, o coração, o cérebro e o intestino. A gravidade da isquemia depende da intensidade da redução do fluxo e do tempo de privação.

Isquemia tem cura?

A isquemia aguda — se tratada na janela de tempo adequada — pode ser revertida completamente. A isquemia crônica pode ser controlada com revascularização e controle dos fatores de risco, mas a aterosclerose subjacente é uma doença sistêmica e progressiva. O objetivo é restaurar o fluxo, aliviar os sintomas e retardar a progressão.

Isquemia é o mesmo que infarto?

Não exatamente. Isquemia é o processo — a falta de fluxo. Infarto é a consequência — a necrose do tecido que resultou da isquemia prolongada. A isquemia pode ser transitória e reversível (angina, AIT). O infarto é irreversível. Todo infarto foi precedido de isquemia, mas nem toda isquemia resulta em infarto.

Qual médico trata isquemia das pernas?

O cirurgião vascular é o especialista para isquemia dos membros inferiores — realiza o diagnóstico com Doppler e AngioTC e indica a revascularização por angioplastia ou bypass. O Dr. Luís Dotta atende nas unidades da Lapa, Vila Maria e Santo Amaro em São Paulo.

Isquemia mesentérica é grave?

Sim — é uma das condições mais graves em medicina. A isquemia mesentérica aguda tem mortalidade acima de 60 a 80% mesmo com tratamento cirúrgico. O diagnóstico precoce — suspeitar em todo paciente com dor abdominal intensa desproporcional ao exame físico, especialmente com fibrilação atrial ou aterosclerose — é o fator mais importante para melhorar o prognóstico.

Como prevenir isquemia?

A prevenção da isquemia aterosclerótica envolve: parar de fumar, controlar a pressão arterial, tratar a dislipidemia com estatinas, controlar o diabetes, praticar exercício físico e manter peso saudável. Para pacientes com fibrilação atrial — anticoagulação para prevenir isquemia embólica cardíaca e cerebral.


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🏥 Lapa — Zona Oeste

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⚖️ Aviso Legal: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui a consulta médica presencial. Em caso de sintomas sugestivos de isquemia aguda, procure emergência imediatamente. Resultados podem variar. Consulte sempre um médico para avaliação individualizada.

✍️ Dr. Luís Antonio Dotta | CRM 65772/SP | RQE 28296 | Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular | Mais de 30 anos de experiência em São Paulo