Pernas com varizes — tratamento cirúrgico e escleroterapia pelo Dr. Luís Dotta em São Paulo

Úlcera na Pele: tipos, causas vasculares e como tratar

A úlcera na pele é uma das condições que mais impacta a qualidade de vida dos pacientes — e uma das mais frequentes no consultório de cirurgia vascular. Com mais de trinta anos de experiência em São Paulo, posso afirmar que a maioria das úlceras na pele crônicas que chegam ao consultório têm uma causa vascular identificável e tratável. O problema é que durante meses ou anos o paciente foi tratado apenas com curativos — sem nunca investigar por que a úlcera na pele não fechava.

Curativos tratam a úlcera na pele. A causa vascular fecha a úlcera na pele. Sem entender essa distinção, o paciente fica em um ciclo interminável de tratamento local sem resolução. Neste artigo explico o que é a úlcera na pele, os principais tipos, como distinguir cada um pelo aspecto clínico, quando é necessário Doppler e cirurgia vascular, e quais são os tratamentos disponíveis para que a úlcera na pele finalmente cicatrize.


O que é Úlcera na Pele

A úlcera na pele é uma ferida aberta que envolve perda de tecido além da epiderme (camada superficial da pele), expondo a derme ou estruturas mais profundas. Diferencia-se de uma escoriação ou ferida superficial pelo fato de não cicatrizar espontaneamente — a úlcera na pele persiste porque o processo de cicatrização está comprometido pela causa subjacente.

As úlceras na pele crônicas — definidas como aquelas que persistem por mais de 4 a 6 semanas sem cicatrização — têm na grande maioria dos casos uma causa vascular: insuficiência venosa crônica, doença arterial periférica ou diabetes. Identificar corretamente a causa da úlcera na pele é o passo fundamental — porque o tratamento de cada tipo é completamente diferente.


Tipos de Úlcera na Pele — As Principais Causas

1. Úlcera Venosa na Pele — A Mais Comum

A úlcera venosa é responsável por 70 a 80% de todas as úlceras na pele das pernas. Resulta da insuficiência venosa crônica avançada — a hipertensão venosa crônica das varizes não tratadas compromete a nutrição da pele até que qualquer trauma mínimo origine uma úlcera na pele que não fecha.

Características da úlcera na pele venosa:

  • Localização: tornozelo interno (maléolo medial) e terço inferior da perna — localização mais específica dessa úlcera na pele
  • Bordas irregulares — não perfuradas, sem definição nítida
  • Fundo úmido — exsudato amarelado, tecido de granulação avermelhado
  • Dor moderada — melhora ao elevar a perna. Oposto da úlcera arterial
  • Pele ao redor comprometida: dermatite ocre, lipodermatoesclerose, varizes visíveis
  • Pulsos presentes — diferente da arterial

2. Úlcera Arterial na Pele — A Mais Perigosa para o Membro

A úlcera na pele arterial resulta da falta de oxigênio — as artérias obstruídas pela aterosclerose não entregam sangue suficiente. Sem revascularização, a úlcera na pele arterial progride para gangrena e amputação:

  • Localização: dedos dos pés, calcâneos, bordas laterais do pé — pontos de pressão arterialmente mais distais
  • Bordas regulares — “perfuradas”, como sacabocado — aspecto muito específico dessa úlcera na pele
  • Fundo pálido, seco ou necrótico — sem granulação avermelhada
  • Dor intensa — piora ao elevar a perna e à noite. O paciente dorme com o pé para baixo para ter alívio pela gravidade
  • Pé frio e pálido ao redor da úlcera na pele
  • Pulsos ausentes no pé — sinal fundamental
  • Histórico de claudicação intermitente

3. Úlcera Diabética na Pele — A que Mais Leva à Amputação

O pé diabético é a causa de mais de 60% das amputações não traumáticas no Brasil. A úlcera na pele diabética combina três mecanismos simultâneos que a tornam especialmente difícil de tratar:

  • Neuropatia: o paciente perde a sensibilidade protetora — caminha sobre a úlcera na pele sem sentir dor, piorando continuamente o dano
  • Isquemia: a aterosclerose acelerada pelo diabetes reduz o fluxo arterial — a úlcera na pele não recebe oxigênio para cicatrizar
  • Imunossupressão relativa: a hiperglicemia compromete os leucócitos — infecção da úlcera na pele se instala e progride rapidamente

A úlcera na pele diabética é indolor por causa da neuropatia — o paciente pode não saber que tem a ferida. Por isso a inspeção diária dos pés em todo diabético é obrigatória: a úlcera na pele diabética só é encontrada se alguém a procurar.

4. Úlcera de Pressão (Escaras) — Úlcera na Pele por Compressão

A úlcera de pressão — popularmente conhecida como escara — é a úlcera na pele causada pela compressão prolongada entre uma proeminência óssea e uma superfície dura. Pacientes acamados ou em cadeira de rodas por longos períodos desenvolvem essa úlcera na pele nos calcâneos, sacro, maléolos e cóccix:

  • Grau I: hiperemia que não descora à pressão — sem úlcera na pele ainda
  • Grau II: perda parcial da derme — úlcera na pele superficial
  • Grau III: perda total da pele com exposição do tecido subcutâneo
  • Grau IV: úlcera na pele profunda com exposição de músculo, tendão ou osso

5. Úlcera Mista — Venosa e Arterial

Até 25% das úlceras na pele crônicas têm componente misto — insuficiência venosa e arterial coexistindo no mesmo paciente. São as mais difíceis de tratar. A compressão elástica — pilar do tratamento da úlcera na pele venosa — pode comprometer ainda mais o fluxo arterial já reduzido. O Doppler arterial e venoso antes de qualquer compressão é obrigatório.

6. Outras Causas de Úlcera na Pele

  • Úlcera por vasculite: inflamação dos vasos sanguíneos — úlcera na pele múltipla, bilateral, com halo inflamatório intenso. Doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide)
  • Úlcera tropical / leishmaniose: infecção parasitária que causa úlcera na pele característica com borda em moldura
  • Pioderma gangrenoso: úlcera na pele de rápida progressão associada a doenças inflamatórias intestinais
  • Neoplasia: carcinoma espinocelular, melanoma amelanótico ou metástases podem se apresentar como úlcera na pele

Como Diferenciar os Tipos de Úlcera na Pele

CaracterísticaÚlcera VENOSAÚlcera ARTERIALÚlcera DIABÉTICA
LocalizaçãoTornozelo internoDedos, calcâneo, borda do péPontos de pressão plantar
BordasIrregularesRegulares, “perfuradas”Variável — calo ao redor
FundoÚmido, granulaçãoPálido, seco, necróticoProfundo, tecido desvitalizado
DorModerada — melhora ao elevarIntensa — piora ao elevarAusente (neuropatia)
Pele ao redorDermatite ocre, varizesFria, pálida, sem pelosCalosidades, ressecamento
PulsosPresentesAusentes ou fracosVariável
ITBNormal (0,9–1,3)Reduzido (<0,9)Variável — pode ser falsamente alto
Tratamento principalCompressão + varizesRevascularização urgenteControle glicêmico + descarga

Diagnóstico da Úlcera na Pele — Avaliação Vascular

Todo paciente com úlcera na pele crônica precisa de avaliação vascular completa — não apenas de curativo. O cirurgião vascular avalia:

Exame Físico Direcionado

  • Palpação dos pulsos arteriais — femoral, poplíteo, tibial posterior, pediosa
  • Inspeção da localização e das características morfológicas da úlcera na pele
  • Avaliação da pele perilesional — dermatite ocre, lipodermatoesclerose, varizes
  • Temperatura comparativa das extremidades
  • Teste de monofilamento em diabéticos

Índice Tornozelo-Braquial (ITB)

Obrigatório antes de qualquer compressão na úlcera na pele. ITB abaixo de 0,6 contraindica compressão forte. ITB normal (0,9–1,3) confirma que a úlcera na pele pode ser tratada com compressão sem risco de isquemiar o membro.

Doppler Vascular Completo

O Doppler venoso e arterial dos membros inferiores é o exame mais importante na avaliação da úlcera na pele crônica. Identifica o refluxo venoso causador da úlcera na pele venosa e o grau de obstrução arterial da úlcera na pele isquêmica. Sem Doppler, não é possível escolher o tratamento correto.

Biópsia da Borda da Úlcera na Pele

Indicada quando a úlcera na pele tem aspecto atípico, não responde ao tratamento adequado por 3 meses, ou tem bordas crescentes irregulares suspeitas de malignidade. A biópsia exclui neoplasia e vasculite como causas da úlcera na pele.


Tratamento da Úlcera na Pele Venosa

Compressão Elástica — O Pilar

A compressão elástica é o tratamento mais eficaz para a úlcera na pele venosa — reduz a hipertensão venosa que impede a cicatrização. Opções:

  • Bota de Unna: atadura com óxido de zinco que endurece ao secar — excelente para a úlcera na pele venosa exsudativa. Trocada 1 a 2 vezes por semana
  • Bandagem multicamadas: alta eficácia no controle do edema da úlcera na pele
  • Meia de compressão classe III (30–40 mmHg): após cicatrização da úlcera na pele, mantida indefinidamente para prevenir recidiva

Tratamento das Varizes — Cura a Causa da Úlcera na Pele

A compressão controla a úlcera na pele — mas não cura a causa. A escleroterapia de varizes com espuma pode ser realizada mesmo com a úlcera na pele ativa — trata as veias incompetentes enquanto a ferida ainda está aberta, reduzindo a hipertensão e acelerando a cicatrização. Sem tratar as varizes, a úlcera na pele venosa cicatriza e reabre — taxa de recidiva de 70% em 3 anos.

Curativos para a Úlcera na Pele Venosa

  • Úlcera na pele limpa com granulação: curativos não aderentes, alginatos ou espumas — mantêm a ferida úmida sem maceração
  • Úlcera na pele com biofilme ou fibrina: desbridamento mecânico ou enzimático
  • Úlcera na pele infectada: curativo antimicrobiano com prata ou iodo + antibiótico sistêmico

Tratamento da Úlcera na Pele Arterial

A úlcera na pele arterial não cicatriza com curativos — a única forma de fechar uma úlcera na pele isquêmica é restaurar o fluxo arterial:

  • Angioplastia com stent: cateter dilata a artéria obstruída — procedimento minimamente invasivo que restaura o fluxo e permite a cicatrização da úlcera na pele
  • Bypass arterial: para obstruções longas — ponte de veia safena leva sangue diretamente ao pé. Após o bypass, a úlcera na pele recebe oxigênio e cicatriza
  • Desbridamento cirúrgico: remoção do tecido necrótico da úlcera na pele após restabelecimento do fluxo
  • Amputação: quando a úlcera na pele arterial evoluiu para gangrena irreversível — cirurgia para controle da sepse

Tratamento da Úlcera na Pele Diabética

  • Controle glicêmico rigoroso: HbA1c abaixo de 7% — a hiperglicemia impede a cicatrização da úlcera na pele por múltiplos mecanismos
  • Descarga total: retirar completamente a pressão do local da úlcera na pele — órteses de contato total, calçado especial ou cadeira de rodas temporária
  • Desbridamento cirúrgico: remoção do tecido desvitalizado da úlcera na pele
  • Antibioticoterapia de amplo espectro: infecção da úlcera na pele diabética progride para osteomielite rapidamente
  • Revascularização: se ITB abaixo de 0,6 — a isquemia é componente importante na maioria das úlceras na pele diabéticas graves
  • Terapia por pressão negativa (TPN): curativo de vácuo que estimula a granulação da úlcera na pele complexa

Úlcera na Pele — Quanto Tempo para Cicatrizar

Tipo de úlcera na peleTempo médio de cicatrizaçãoCondição
Venosa pequena com compressão8 a 12 semanasCom tratamento adequado das varizes
Venosa grande ou infectada6 a 12 mesesPode exigir internação
Arterial após revascularização4 a 12 semanasDepende do sucesso da revascularização
Diabética sem complicação6 a 16 semanasCom desbridamento e descarga adequados
Pressão grau I-II2 a 8 semanasCom reposicionamento e cuidados locais

Prevenção da Recidiva — Como Evitar que a Úlcera na Pele Volte

A úlcera na pele venosa tem taxa de recidiva de 70 a 80% sem manutenção adequada. Para prevenir que a úlcera na pele abra novamente:

  • Meia de compressão permanente: usada todos os dias — é o fator mais importante na prevenção da recidiva da úlcera na pele venosa
  • Tratar as varizes subjacentes — a causa raiz da hipertensão venosa que originou a úlcera na pele
  • Hidratação intensa da pele perilesional — pele comprometida pela dermatite ocre é frágil e predisposta a nova úlcera na pele
  • Proteção contra traumas: calçado adequado, evitar andar descalço
  • Controle glicêmico permanente em diabéticos — fundamental para prevenir recidiva da úlcera na pele diabética
  • Retorno regular ao cirurgião vascular para acompanhamento

Perguntas Frequentes sobre Úlcera na Pele

O que é úlcera na pele?

Úlcera na pele é uma ferida aberta de difícil cicatrização causada por perda tecidual que ultrapassa a epiderme. Difere de uma ferida superficial por atingir camadas mais profundas e por não cicatrizar espontaneamente sem tratamento da causa subjacente — que na maioria dos casos é vascular.

Qual a diferença entre úlcera venosa e arterial?

A úlcera na pele venosa fica no tornozelo interno, tem bordas irregulares, fundo úmido e dói moderadamente — melhora ao elevar a perna. A úlcera na pele arterial fica nos dedos ou calcâneo, bordas regulares, fundo pálido, dói intensamente e piora ao elevar a perna. O Doppler diferencia as duas com segurança.

Úlcera na pele que não cicatriza tem cura?

Sim — desde que a causa seja tratada. Úlcera na pele venosa cicatriza com compressão e tratamento das varizes. Úlcera na pele arterial cicatriza após revascularização. Úlcera na pele diabética cicatriza com controle glicêmico, desbridamento e descarga. Sem tratar a causa, a úlcera na pele não fecha independentemente do curativo.

Qual médico trata úlcera na pele vascular?

O cirurgião vascular é o especialista principal para úlcera na pele de causa vascular — venosa, arterial ou diabética. Avalia com Doppler, indica revascularização quando necessária e coordena o tratamento multidisciplinar. O Dr. Luís Dotta atende nas unidades da Lapa, Vila Maria e Santo Amaro em São Paulo.

Úlcera na pele pode virar câncer?

Raramente — mas a transformação maligna (Úlcera de Marjolin, carcinoma espinocelular) pode ocorrer em úlceras na pele crônicas com mais de 10 a 20 anos de evolução. Bordas que crescem irregularmente e tecido exuberante numa úlcera na pele antiga devem ser biopsiados.


Úlcera na Pele sem Cicatrizar? Avalie com Especialista Vascular

Doppler venoso e arterial + avaliação completa. Convênios ou particular. Três unidades em São Paulo:

🏥 Lapa — Zona Oeste

🏥 Vila Maria — Zona Norte

🏥 Santo Amaro — Zona Sul


Veja Mais


⚖️ Aviso Legal: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui a consulta médica presencial. Resultados podem variar. Consulte sempre um médico para avaliação individualizada.

✍️ Dr. Luís Antonio Dotta | CRM 65772/SP | RQE 28296 | Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular | Mais de 30 anos de experiência em São Paulo