Pernas com varizes — tratamento cirúrgico e escleroterapia pelo Dr. Luís Dotta em São Paulo

Cirurgia de Varizes: tipos, recuperação, repouso e quando indicar

A cirurgia de varizes é o tratamento que mais gera dúvidas nos pacientes que chegam ao consultório. “Vai doer muito?”, “Quanto tempo de repouso?”, “Tenho que internar?”, “As varizes voltam depois da cirurgia?” — são perguntas que ouço toda semana há mais de trinta anos. E é compreensível: a palavra “cirurgia” ainda assusta, mesmo quando o procedimento é relativamente simples e com recuperação rápida.

Neste artigo explico com detalhes o que é a cirurgia de varizes, quais são os tipos disponíveis, quando é indicada, como é o pré e o pós-operatório, quanto tempo de repouso é necessário, quais as complicações possíveis e como a cirurgia de varizes se compara com os tratamentos minimamente invasivos modernos. Se você está com dúvida se precisa operar ou não, este artigo foi escrito para você.


O que é a Cirurgia de Varizes

A cirurgia de varizes é um procedimento que remove ou fecha cirurgicamente as veias varicosas — veias doentes que não funcionam mais adequadamente e estão causando sintomas ou risco de complicações. O objetivo não é apenas estético: a cirurgia de varizes trata a insuficiência venosa crônica na origem, eliminando o refluxo venoso que alimenta as varizes e os sintomas associados.

Existem diferentes técnicas de cirurgia de varizes — desde a safenectomia convencional com incisões até os procedimentos minimamente invasivos guiados por ultrassom. A escolha da técnica depende do tipo, extensão e localização das varizes, do calibre das veias afetadas, das condições clínicas do paciente e, em muitos casos, da cobertura do convênio.


Tipos de Cirurgia de Varizes

1. Safenectomia — Cirurgia Convencional de Varizes

A safenectomia é a cirurgia de varizes convencional — a técnica mais antiga e ainda amplamente utilizada. Consiste na remoção cirúrgica da veia safena magna (a principal veia superficial da perna) através de pequenas incisões na virilha e no tornozelo ou joelho.

Como é feita:

  • Anestesia raquidiana (bloqueio) ou geral
  • Incisão na virilha para ligar a junção safeno-femoral — o ponto onde a safena se encontra com o sistema venoso profundo
  • Introdução de um “stripper” (extrator) que percorre a veia e a remove de dentro para fora
  • Pequenas incisões adicionais para retirada das varizes tributárias (flebectomia)
  • Duração: 1 a 2 horas
  • Internação: geralmente 1 noite

A safenectomia tem excelente taxa de eficácia a longo prazo — acima de 88 a 95% em 5 anos. É coberta por praticamente todos os convênios quando há indicação clínica documentada.

2. Flebectomia Ambulatorial

A flebectomia ambulatorial (ou microflebectomia) é a cirurgia de varizes feita por miniincisões — orifícios de 2 a 3mm feitos com agulha, sem necessidade de pontos de sutura. Através dessas microfurinhas, as varizes são retiradas com um gancho especial.

  • Anestesia local tumescente (infiltração ao redor das varizes)
  • Sem incisões maiores, sem pontos
  • Pode ser feita em consultório ou ambulatório cirúrgico
  • Frequentemente combinada com laser endovenoso ou escleroterapia
  • Retorno às atividades em 2 a 5 dias

3. Laser Endovenoso (EVLT) — Cirurgia Minimamente Invasiva

O laser endovenoso (EVLT — Endovenous Laser Treatment) é considerado uma cirurgia de varizes minimamente invasiva. Uma fibra óptica é introduzida dentro da veia safena através de uma punção com agulha — sem incisões — e a energia laser aplicada de dentro para fora fecha a veia.

  • Anestesia tumescente local — sem anestesia geral ou raqui
  • Sem internação — ambulatorial
  • Guiado por ultrassom em tempo real
  • Duração: 30 a 60 minutos
  • Retorno às atividades leves no mesmo dia ou no dia seguinte
  • Eficácia: 85 a 92% em 5 anos para a safena magna

4. Ablação por Radiofrequência (RFA)

Técnica similar ao laser endovenoso, mas utiliza energia de radiofrequência para aquecer e fechar a veia. Apresenta excelentes resultados com menos desconforto pós-operatório comparado ao laser. Menos disponível no Brasil, mas com indicações e eficácia semelhantes ao EVLT.

5. Escleroterapia com Espuma Eco-Guiada (UGFS)

Tecnicamente não é uma “cirurgia” no sentido tradicional, mas é frequentemente classificada como tratamento cirúrgico das varizes. A escleroterapia de varizes com espuma fecha a veia por reação química, sem incisões, guiada por ultrassom. Indicada especialmente para varizes de médio calibre, recidivas pós-cirúrgicas e pacientes com risco cirúrgico elevado.


Comparação das Técnicas de Cirurgia de Varizes

TécnicaAnestesiaInternaçãoRepousoEficácia 5 anosConvênio
SafenectomiaRaqui ou geral1 noite7 a 14 dias88–95%✅ Coberta
Flebectomia ambulatorialLocal tumescenteNão2 a 5 dias85–90%✅ Coberta
Laser endovenoso (EVLT)Local tumescenteNão1 a 2 dias85–92%⚠️ Depende do plano
Radiofrequência (RFA)Local tumescenteNão1 a 2 dias85–93%⚠️ Depende do plano
Escleroterapia (UGFS)Sem anestesiaNãoMesmo dia70–85%⚠️ Com indicação clínica

Quando a Cirurgia de Varizes é Indicada

Nem toda variz precisa de cirurgia de varizes. A indicação cirúrgica depende de critérios clínicos precisos — definidos após avaliação com o Doppler vascular. De forma geral, a cirurgia de varizes é indicada quando:

  • Insuficiência venosa sintomática: varizes com dor, peso, ardência, inchaço ou câimbras que comprometem a qualidade de vida e não respondem ao tratamento conservador
  • Varizes de grande calibre (acima de 6–8 mm) com refluxo safeno documentado pelo Doppler — especialmente safena magna com diâmetro elevado na junção safeno-femoral
  • Complicações das varizes: flebite de repetição, sangramento varicoso, trombose superficial recorrente
  • Alterações tróficas da pele: dermatite ocre, lipodermatoesclerose, eczema venoso
  • Úlcera venosa ativa ou cicatrizada: a cirurgia de varizes reduz a pressão venosa e facilita a cicatrização — parte do tratamento da úlcera venosa
  • Prevenção: em pacientes jovens com varizes extensas e progressão documentada, a cirurgia precoce evita complicações futuras

Quando a Cirurgia de Varizes NÃO é Indicada

  • Varizes assintomáticas de pequeno calibre sem complicações — observação e medidas conservadoras
  • Gravidez — a cirurgia de varizes é adiada para após o parto e amamentação
  • Doença arterial periférica grave nos membros inferiores — risco de isquemia pós-operatória
  • Infecção ativa na área a ser operada
  • Pacientes com alto risco cirúrgico sem indicação clínica imperativa

O Doppler antes da Cirurgia de Varizes — Por que é Obrigatório

Nenhuma cirurgia de varizes deve ser planejada sem um Doppler venoso dos membros inferiores prévio. Este exame é indispensável porque:

  • Identifica com precisão quais veias têm refluxo — evita operar veias competentes desnecessariamente
  • Mede o calibre exato das veias afetadas — determina a técnica mais adequada
  • Localiza o ponto de junção safeno-femoral e safeno-poplíteo — guia a ligadura cirúrgica
  • Descarta trombose venosa profunda ativa — contraindicação absoluta à cirurgia
  • Identifica varizes pélvicas como causa oculta — se não diagnosticadas, as varizes nas pernas voltarão após a cirurgia
  • Avalia o sistema venoso profundo — garante que a remoção da safena não comprometa o retorno venoso

Pré-Operatório da Cirurgia de Varizes

O preparo para a cirurgia de varizes envolve algumas etapas que variam conforme a técnica escolhida e as condições do paciente:

Exames pré-operatórios habituais

  • Hemograma completo e coagulograma
  • Glicemia e função renal
  • Eletrocardiograma (em pacientes acima de 40 anos ou com cardiopatia)
  • Doppler venoso dos membros inferiores — essencial
  • Avaliação anestésica (para cirurgias com raqui ou anestesia geral)

Cuidados antes da cirurgia de varizes

  • Comunicar todos os medicamentos em uso — especialmente anticoagulantes, antiagregantes (AAS, clopidogrel) e anticoncepcionais
  • Suspender anticoagulantes ou antiagregantes conforme orientação do cirurgião — geralmente 5 a 7 dias antes
  • Jejum de 8 horas para anestesia raquidiana ou geral
  • Banho completo na manhã da cirurgia — sem hidratante nas pernas
  • Levar meia de compressão para usar no pós-operatório imediato
  • Providenciar acompanhante para o dia da cirurgia e transporte para casa

Marcação das varizes antes da cirurgia

Uma etapa muito importante — frequentemente feita no dia da cirurgia de varizes antes de entrar no centro cirúrgico: o cirurgião demarca com caneta permanente todas as varizes a serem retiradas com o paciente em pé. Na posição em pé, as varizes estão repletas de sangue e são visíveis; deitado (como o paciente fica na mesa cirúrgica) elas desaparecem. Sem a marcação prévia, o cirurgião não consegue identificar onde operar.


Como é a Cirurgia de Varizes — O que Esperar no Dia

Para a safenectomia convencional — a cirurgia de varizes mais comum:

  1. Chegada ao hospital: 1 a 2 horas antes do horário agendado para preparo e documentação
  2. Marcação das varizes: com o paciente em pé, o cirurgião demarca as veias a retirar
  3. Anestesia: raquidiana (mais comum — bloqueio da cintura para baixo) ou geral
  4. Posicionamento: paciente deitado em decúbito dorsal
  5. Incisões: pequena incisão na virilha para ligar a safena + incisões mínimas ao longo da perna para as varizes tributárias
  6. Retirada da safena: via stripper introduzido pela virilha até o joelho ou tornozelo
  7. Flebectomia: retirada das varizes tributárias pelas miniincisões marcadas
  8. Fechamento: pontos absorvíveis internos e fios externos nas incisões maiores
  9. Curativo e meia compressiva: colocados imediatamente após a cirurgia
  10. Recuperação anestésica: 1 a 2 horas em sala de recuperação

Pós-Operatório da Cirurgia de Varizes — Recuperação Completa

A recuperação da cirurgia de varizes é uma das perguntas mais frequentes. A boa notícia é que a maioria dos pacientes se surpreende positivamente — a recuperação é mais tranquila do que imaginavam.

Nas primeiras 24 horas após a cirurgia de varizes

  • Manter a meia de compressão e o curativo conforme orientação
  • Repouso com elevação das pernas — não fica totalmente deitado: a elevação ativa facilita o retorno venoso
  • Deambulação leve ainda no mesmo dia — ir ao banheiro, pequenos passos — é incentivada para prevenir trombose
  • Dor moderada controlada com analgésicos comuns (paracetamol, dipirona) — anti-inflamatórios podem ser prescritos
  • Hematomas nas pernas são normais e esperados — resolvem em 2 a 4 semanas

Primeira semana de recuperação

  • Curativo trocado em 24 a 48 horas pelo cirurgião ou equipe
  • Meia de compressão usada o dia todo — retirada apenas para banho
  • Caminhadas curtas progressivas — 10 a 15 minutos, 3 a 4 vezes por dia
  • Evitar ficar parado por longos períodos — sentar ou deitar com as pernas elevadas
  • Evitar banhos quentes — chuveiro com água morna
  • Não dirigir por 5 a 7 dias (reflexos podem estar alterados)

Quanto tempo de repouso após cirurgia de varizes

Esta é a pergunta que mais recebo. O tempo de repouso varia conforme a extensão da cirurgia de varizes e a atividade profissional do paciente:

AtividadeLiberação estimada
Trabalho de escritório (sentado)5 a 7 dias
Trabalho em pé (comércio, serviços)10 a 14 dias
Trabalho físico intenso (obra, carga)21 a 30 dias
Dirigir5 a 7 dias
Caminhada leveLiberada no 1º dia
Corrida e academia (musculação)21 a 30 dias
Natação e hidroginástica30 dias (cicatrização completa)
Relações sexuais7 a 10 dias

Esses prazos são estimativas. Cada paciente evolui de forma diferente — a avaliação no retorno pós-operatório define com precisão quando cada atividade pode ser retomada com segurança.

Retorno ao trabalho após cirurgia de varizes

Pacientes com trabalho de escritório retornam em média em 5 a 7 dias. Profissionais que ficam em pé por longos períodos — cabeleireiros, professores, vendedores, operadores de caixa — geralmente precisam de 10 a 14 dias de afastamento. Trabalhadores braçais: 21 a 30 dias. O INSS cobre afastamento pós-cirurgia de varizes com laudo médico.


O que é Normal na Recuperação da Cirurgia de Varizes

  • Hematomas (manchas roxas): muito comuns ao longo das incisões e dos trajetos das varizes retiradas — resolvem progressivamente em 2 a 6 semanas
  • Inchaço nas pernas: normal e esperado na primeira semana — a meia compressiva minimiza
  • Dor e sensação de tensão: nas primeiras 48 a 72 horas, controlada com analgésicos
  • Dormência em faixas ao longo da perna: pode ocorrer por lesão de pequenos nervos cutâneos — geralmente transitória, resolve em semanas a meses
  • Endurecimento ao longo dos trajetos: tecido cicatricial — resolve em meses
  • Hiperpigmentação (manchas escuras): pode ocorrer sobre os trajetos operados — protetor solar é importante

Quando procurar o médico após cirurgia de varizes

  • Febre acima de 38°C após as primeiras 24 horas
  • Inchaço súbito e dor intensa em toda a perna — suspeita de trombose venosa profunda
  • Falta de ar, dor no peito — suspeita de embolia pulmonar
  • Vermelhão intenso, calor, pus ou odor fétido nas incisões — infecção
  • Sangramento ativo nas incisões
  • Dor muito intensa ou dormência progressiva não esperada

Riscos e Complicações da Cirurgia de Varizes

A cirurgia de varizes é considerada um procedimento de baixo risco. As complicações são incomuns, mas é importante conhecê-las:

ComplicaçãoFrequênciaComo é manejada
Hematoma extenso5 a 10%Geralmente resolve espontaneamente; raramente requer drenagem
Infecção da ferida1 a 3%Antibiótico e cuidados locais
Trombose venosa profunda (TVP)0,5 a 1%Anticoagulação; profilaxia com heparina reduz risco
Dormência transitória10 a 20%Lesão de nervo cutâneo — geralmente melhora em meses
Dormência permanente< 1%Lesão de nervo safeno — risco na retirada da safena abaixo do joelho
Cicatriz hipertróficaVariávelCuidados com a cicatriz, silicone gel
Recidiva das varizes10 a 30% em 10 anosTratamento das recidivas com escleroterapia ou reoperação

A profilaxia da TVP pós-operatória com heparina de baixo peso molecular (enoxaparina), iniciada antes ou após a cirurgia e mantida por 7 a 10 dias, é padrão para casos de maior risco. A deambulação precoce é o fator mais importante na prevenção.


As Varizes Voltam após a Cirurgia de Varizes

Esta é a pergunta mais frequente no retorno pós-operatório. A resposta honesta é: as varizes operadas não voltam — a safena retirada não cresce de novo. O que pode ocorrer é o surgimento de novas varizes por dois motivos:

  • Neovascularização: após a ligadura da junção safeno-femoral, novos vasos pequenos se formam ao redor tentando reconectar o sistema. Com o tempo, alguns desses pequenos vasos se tornam incompetentes e originam novas varizes na virilha. É a causa mais comum de recidiva após cirurgia de varizes — mais frequente quando a ligadura alta foi inadequada
  • Progressão da doença venosa: o paciente tem predisposição genética para varizes — outras veias sadias no momento da cirurgia podem se tornar incompetentes ao longo dos anos pela progressão natural da insuficiência venosa crônica
  • Varizes pélvicas não diagnosticadas: varizes na pelve que se comunicam com as pernas continuam alimentando novas varizes após a cirurgia de varizes se não foram identificadas e tratadas

Por isso o Doppler pré-operatório detalhado e uma técnica cirúrgica criteriosa são fundamentais para minimizar o risco de recidiva.


O Convênio Cobre a Cirurgia de Varizes

Sim — a cirurgia de varizes com indicação clínica documentada é coberta pelos planos de saúde regulamentados pela ANS. Para a autorização, é necessário:

  • Laudo do Doppler venoso com refluxo documentado
  • Relatório médico com indicação clínica justificada (sintomas, grau CEAP, complicações)
  • Pedido de autorização com o código TUSS do procedimento

Os convênios aceitos pelo Dr. Luís Dotta para cirurgia de varizes em São Paulo: Iamsp, Hapvida, Bradesco Saúde, Ameplan, Cruz Azul e Sagrada Família. Para mais detalhes, veja o guia completo de convênios aceitos.


Perguntas Frequentes sobre Cirurgia de Varizes

Cirurgia de varizes dói muito?

A cirurgia é feita sob anestesia — o paciente não sente durante o procedimento. No pós-operatório, a dor é moderada e controlada com analgésicos comuns nas primeiras 48 a 72 horas. A maioria dos pacientes descreve o desconforto como mais leve do que esperava. Os hematomas nas pernas são visuais mas geralmente não causam dor intensa.

Quanto tempo de repouso após cirurgia de varizes?

Depende da extensão da cirurgia e da atividade do paciente. Trabalho de escritório: 5 a 7 dias. Trabalho em pé: 10 a 14 dias. Trabalho físico intenso: 21 a 30 dias. Exercícios físicos intensos (musculação, corrida): 21 a 30 dias. A caminhada leve é incentivada já no primeiro dia.

As varizes voltam depois da cirurgia?

As varizes operadas não voltam — a safena retirada não se regenera. Novas varizes podem surgir ao longo dos anos pela progressão natural da doença venosa ou por neovascularização na virilha. Com técnica cirúrgica adequada e Doppler pré-operatório detalhado, o risco de recidiva precoce é minimizado.

Qual o nome da cirurgia de varizes?

A cirurgia convencional de varizes chama-se safenectomia (ou stripping da safena). A retirada das varizes tributárias por miniincisões é chamada flebectomia ambulatorial. O laser endovenoso chama-se EVLT (Endovenous Laser Treatment). A radiofrequência endovenosa é chamada RFA (Radiofrequency Ablation).

Cirurgia de varizes a laser é melhor que a convencional?

As duas têm eficácia semelhante a longo prazo. O laser endovenoso é minimamente invasivo — sem incisões, sem anestesia geral, retorno mais rápido às atividades. A cirurgia convencional tem melhor acesso para safenas muito calibrosas e casos complexos. A escolha depende do calibre das varizes, da anatomia venosa e das condições do paciente — não existe “melhor” em absoluto.

O convênio cobre cirurgia de varizes?

Sim, quando há indicação clínica documentada — refluxo venoso no Doppler com sintomas ou complicações. A cirurgia convencional (safenectomia) é coberta pela maioria dos planos. O laser endovenoso e a radiofrequência dependem do plano. O Dr. Luís Dotta aceita Iamsp, Hapvida, Bradesco, Ameplan, Cruz Azul e Sagrada Família.

Cirurgia de varizes tem risco?

A cirurgia de varizes é considerada de baixo risco. As principais complicações — hematomas (5–10%), infecção (1–3%) e TVP (menos de 1%) — são manejáveis. Com preparo adequado, profilaxia antitrombótica e deambulação precoce, o risco de complicações graves é muito baixo em pacientes selecionados corretamente.

Posso trabalhar depois da cirurgia de varizes?

Sim, com o tempo adequado de afastamento conforme a atividade. Escritório: 5 a 7 dias. Em pé: 10 a 14 dias. Trabalho pesado: 21 a 30 dias. O cirurgião fornece atestado médico para o período de afastamento necessário.


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⚖️ Aviso Legal: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui a consulta médica presencial. Os prazos de recuperação e repouso são estimativas — cada caso é avaliado individualmente. Resultados podem variar. Consulte sempre um médico para avaliação individualizada.

✍️ Dr. Luís Antonio Dotta | CRM 65772/SP | RQE 28296 | Especialista em Angiologia, Cirurgia Vascular e Cirurgia Cardiovascular | Mais de 30 anos de experiência em São Paulo