Consulta médica com cirurgião vascular avaliando circulação das pernas

Se você já ouviu falar em “cirurgia de varizes com retirada da safena” ou recebeu um laudo de Doppler mencionando “safena magna” e ficou sem entender exatamente do que se trata, você não está sozinho. A veia safena é uma das estruturas mais citadas — e menos compreendidas — quando o assunto é circulação das pernas.

No consultório, é raro passar uma semana sem que um paciente pergunte “mas onde fica essa veia safena?” ou “por que ela é tão importante nas varizes?”. Neste guia completo, vou explicar em detalhes a anatomia da veia safena, a diferença entre safena magna e safena parva, por que ela é o centro de tantos diagnósticos e tratamentos vasculares, e o que significa quando ela aparece “insuficiente” ou “incompetente” em um exame.

O Que é a Veia Safena?

A veia safena é a principal veia superficial das pernas — a maior e mais longa veia do corpo humano. Ela corre logo abaixo da pele, ao longo de toda a extensão da perna, e tem a função de coletar o sangue venoso da superfície da perna e devolvê-lo ao sistema venoso profundo, que por sua vez leva o sangue de volta ao coração.

Diferente do que muitos pacientes imaginam, não existe apenas “uma” veia safena — existem duas: a veia safena magna (também chamada de safena maior) e a veia safena parva (ou safena menor). Cada uma tem um trajeto e uma relevância clínica próprios, e essa distinção é fundamental para entender qualquer diagnóstico ou tratamento relacionado a varizes.

No consultório, costumo explicar que a veia safena funciona como uma espécie de “via expressa” superficial do sistema venoso das pernas — e é justamente por correr tão perto da pele, sujeita a maior pressão e menos suporte estrutural do que as veias profundas, que ela é a estrutura mais frequentemente afetada por varizes.

Vale lembrar que a maioria dos tratamentos disponíveis hoje para a veia safena com refluxo são minimamente invasivos, com recuperação rápida e alta taxa de sucesso quando bem indicados — informação que costuma trazer bastante alívio para pacientes que chegam ao consultório com receio de uma cirurgia mais complexa do que realmente costuma ser necessária na maioria dos casos.

Veia Safena Magna: A Maior Veia do Corpo

A veia safena magna é a mais longa veia do corpo humano — ela nasce na região interna do tornozelo, sobe por toda a face interna da perna e da coxa, e termina na virilha, onde desemboca na veia femoral (uma veia profunda), numa junção chamada crossa safeno-femoral.

É essa veia que mais frequentemente desenvolve refluxo — quando as válvulas internas falham e o sangue, em vez de subir em direção ao coração, reflui de volta para baixo por efeito da gravidade. Esse refluxo é a causa mais comum de varizes visíveis na face interna da perna e da coxa, e é justamente a veia safena magna a mais citada quando se fala em cirurgia de varizes, safenectomia, laser endovenoso ou radiofrequência.

No Doppler venoso, é comum o laudo trazer expressões como “veia safena magna pérvia e competente” (sem alteração) ou “veia safena magna com refluxo” / “insuficiente” (indicando o problema) — termos que, sem explicação, costumam gerar bastante dúvida nos pacientes que recebem o resultado.

Veia Safena Parva: A Safena Menor

A veia safena parva — também chamada de safena menor — é a segunda veia superficial mais importante das pernas. Diferente da safena magna, ela nasce na região externa do tornozelo, corre pela parte de trás da panturrilha e termina atrás do joelho, numa junção com a veia poplítea (uma veia profunda), chamada crossa safeno-poplítea.

Embora menos citada que a safena magna, a safena parva também pode desenvolver refluxo e dar origem a varizes — principalmente na panturrilha e na região posterior do joelho. Um detalhe anatômico importante: o ponto exato onde a safena parva desemboca na veia poplítea varia consideravelmente de pessoa para pessoa, o que exige mapeamento individualizado por Doppler antes de qualquer procedimento cirúrgico nessa região, para evitar riscos desnecessários durante o tratamento.

Por que a distinção entre safena magna e parva importa

Saber qual das duas veias está afetada muda diretamente o planejamento do tratamento: a abordagem cirúrgica, o posicionamento do paciente durante o procedimento e até a técnica escolhida (laser, radiofrequência ou cirurgia convencional) podem variar conforme se trata da safena magna ou da parva. Por isso, o Doppler venoso completo sempre avalia separadamente as duas veias, mesmo quando o paciente relata sintomas aparentemente localizados em apenas uma área da perna.

Como Funcionam as Válvulas da Veia Safena

Todas as veias das pernas — profundas e superficiais — possuem válvulas unidirecionais internas, pequenas estruturas em forma de folheto que funcionam como portas de mão única: permitem que o sangue suba em direção ao coração, mas impedem que ele retorne para baixo por efeito da gravidade.

Na veia safena, essas válvulas trabalham em conjunto com a bomba muscular da panturrilha — a contração dos músculos da perna durante a caminhada comprime as veias profundas e impulsiona o sangue para cima, enquanto as válvulas da safena e das demais veias impedem que esse sangue volte a descer entre um passo e outro.

Quando essas válvulas da veia safena enfraquecem ou falham — por fatores genéticos, hormonais, envelhecimento ou pressão prolongada (ficar muito tempo em pé ou sentado) — o sangue passa a refluir para baixo, criando um regime de pressão elevada dentro da veia superficial. É esse aumento de pressão sustentado que, ao longo do tempo, dilata a veia e forma as varizes visíveis.

Por que a veia safena é tão suscetível a esse problema

Por ser uma veia superficial, a safena tem menos suporte estrutural do tecido ao redor do que as veias profundas, que ficam protegidas entre os músculos. Essa diferença anatômica explica, em parte, por que a doença venosa superficial — refluxo na safena — é tão mais comum do que problemas equivalentes no sistema venoso profundo.

Por Que a Veia Safena é o Alvo Principal do Tratamento de Varizes

Quando a veia safena — magna ou parva — desenvolve refluxo significativo, ela deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ser considerada uma insuficiência venosa que pode evoluir, se não tratada, dentro do espectro da classificação CEAP: de varizes visíveis (C2) até edema, alterações de pele e, em estágios avançados, úlceras venosas.

É por esse motivo que a veia safena é, na prática vascular, o principal alvo terapêutico da maioria dos tratamentos de varizes. Eliminar ou fechar a veia safena com refluxo — por diferentes técnicas — interrompe o ciclo de pressão elevada que alimenta as varizes visíveis e reduz o risco de progressão da doença.

O que acontece quando a safena é tratada ou removida

Uma dúvida frequente é: “Se a safena é removida ou fechada, o sangue não vai ficar sem para onde ir?” A resposta é tranquilizadora: quando a veia safena tem refluxo significativo, ela já deixou de contribuir de forma eficiente para o retorno venoso — na prática, o sangue está refluindo para baixo em vez de subir. O sistema venoso profundo, que é responsável pela maior parte do retorno sanguíneo das pernas, assume integralmente essa função após o tratamento, e outras veias superficiais saudáveis compensam a função da veia tratada.

O que acontece quando a safena é tratada ou removida

Uma dúvida frequente é: “Se a safena é removida ou fechada, o sangue não vai ficar sem para onde ir?” A resposta é tranquilizadora: quando a veia safena tem refluxo significativo, ela já deixou de contribuir de forma eficiente para o retorno venoso — na prática, o sangue está refluindo para baixo em vez de subir. O sistema venoso profundo, que é responsável pela maior parte do retorno sanguíneo das pernas, assume integralmente essa função após o tratamento, e outras veias superficiais saudáveis compensam a função da veia tratada.

Como a Veia Safena é Avaliada: O Doppler Venoso

O Doppler venoso é o exame padrão-ouro para avaliar a veia safena. É um ultrassom não invasivo, indolor, que permite visualizar em tempo real o trajeto completo da safena magna e da parva, medir seu calibre, identificar a presença e a intensidade do refluxo, e mapear com precisão até onde vai a extensão do problema.

No exame, o médico costuma pedir para o paciente ficar em pé — posição que evidencia melhor o refluxo venoso pela ação da gravidade — e realiza manobras específicas de compressão da panturrilha para observar como a veia responde ao movimento do sangue. Esse mapeamento detalhado é o que permite decidir, com precisão, qual é o segmento exato da veia safena que precisa de tratamento, evitando intervenções desnecessárias em trechos saudáveis da veia.

Entendendo os termos do laudo do Doppler

Alguns termos técnicos costumam gerar dúvida quando o paciente lê o próprio laudo:

  • Pérvia: significa que a veia está aberta, sem obstrução por trombo
  • Competente: as válvulas estão funcionando corretamente, sem refluxo significativo
  • Incompetente ou insuficiente: há refluxo — as válvulas não estão fechando adequadamente
  • Refluxo segmentar: o problema está limitado a um trecho específico da veia, não em toda a sua extensão

Entender essa terminologia ajuda o paciente a acompanhar a conversa com o médico de forma mais participativa, sem depender exclusivamente da tradução verbal do laudo durante a consulta.

Tratamento da Veia Safena com Refluxo: Técnicas Disponíveis

Quando o Doppler confirma refluxo significativo na veia safena, existem diferentes técnicas disponíveis para tratar o problema — a escolha depende do calibre da veia, da extensão do refluxo, de características anatômicas individuais e da avaliação clínica do cirurgião vascular.

Ablação térmica: laser endovenoso e radiofrequência

São técnicas minimamente invasivas em que uma fibra é introduzida dentro da veia safena através de uma pequena punção, sem necessidade de cortes maiores. A energia (laser ou radiofrequência) aquece a parede interna da veia, causando seu fechamento progressivo. Com o tempo, a veia tratada é naturalmente reabsorvida pelo organismo. A recuperação costuma ser mais rápida do que a cirurgia convencional, com retorno às atividades habituais em poucos dias.

Escleroterapia com espuma guiada por ultrassom

Para alguns casos específicos, é possível tratar a veia safena com injeção de espuma esclerosante guiada por ultrassom — uma alternativa às técnicas térmicas, especialmente indicada em situações anatômicas particulares ou como complemento a outros tratamentos.

Safenectomia: a cirurgia convencional

É a remoção cirúrgica da veia safena afetada, indicada principalmente em casos de veias muito calibrosas, tortuosas, ou quando as técnicas endovenosas não são anatomicamente adequadas. Apesar de mais invasiva que as alternativas modernas, continua sendo uma opção segura e eficaz, com décadas de resultados comprovados na literatura médica.

A decisão entre essas técnicas é sempre individualizada, levando em conta a anatomia específica de cada paciente, avaliada em detalhe no Doppler venoso pré-tratamento.

A Veia Safena na Cirurgia Cardíaca: A “Ponte de Safena”

Um ponto que costuma surpreender os pacientes: a veia safena, além de sua importância no diagnóstico e tratamento de varizes, também tem um papel relevante em outra área da medicina — a cirurgia cardíaca. Quando um paciente precisa de uma cirurgia de revascularização do miocárdio (popularmente chamada de “ponte de safena”), é justamente a veia safena magna da perna que costuma ser utilizada como enxerto para contornar uma obstrução em uma artéria coronária.

Isso é possível porque a veia safena magna, quando saudável, tem calibre e comprimento adequados para servir como um novo “desvio” de fluxo sanguíneo no coração. Antes de ser usada nessa cirurgia, a equipe médica avalia se a veia está livre de refluxo importante ou outras alterações que comprometam sua qualidade como enxerto.

Vale esclarecer que essa é uma aplicação cirúrgica cardíaca — diferente do contexto vascular de varizes discutido ao longo deste artigo — mas é um bom exemplo de como uma mesma estrutura anatômica, a veia safena, tem relevância clínica em mais de uma especialidade médica.

Tratar a Veia Safena Compromete uma Futura Cirurgia Cardíaca?

Uma dúvida comum entre pacientes que vão fazer tratamento da veia safena por varizes: “Se no futuro eu precisar de uma ponte de safena no coração, ainda vou ter uma veia disponível?” É uma preocupação legítima, e a resposta merece contexto.

Primeiro, é importante lembrar que existem duas pernas — cada uma com sua própria safena magna e parva — o que já oferece mais de uma opção. Segundo, quando a veia safena tratada tinha refluxo significativo, ela provavelmente não seria uma boa candidata a enxerto cardíaco de qualquer forma, já que uma veia com válvulas doentes não teria a qualidade ideal para essa função. Terceiro, a cirurgia cardíaca moderna também utiliza outras artérias e veias como opções de enxerto, não dependendo exclusivamente da veia safena.

Ainda assim, essa é uma consideração válida a ser discutida com o cirurgião vascular antes do tratamento, especialmente em pacientes com histórico familiar significativo de doença coronariana ou outros fatores de risco cardíaco relevantes.

Veias Perfurantes: A Conexão Entre a Safena e o Sistema Profundo

Para completar o entendimento da anatomia venosa das pernas, é importante mencionar as veias perfurantes — pequenos vasos que atravessam a musculatura da perna conectando o sistema venoso superficial (onde está a veia safena) ao sistema venoso profundo. Elas funcionam como “pontes” entre os dois sistemas, permitindo a passagem do sangue da superfície para as veias profundas.

Quando as válvulas das veias perfurantes também falham, o sangue pode refluir da veia profunda de volta para a veia safena — um mecanismo que agrava e mantém as varizes, mesmo após o tratamento isolado da safena em alguns casos. Por isso, um Doppler venoso completo sempre avalia também as principais veias perfurantes, especialmente em pacientes com doença venosa mais avançada ou recidivante.

Por que esse mapeamento completo importa

Tratar apenas a veia safena sem avaliar as perfurantes associadas pode, em alguns casos, resultar em varizes residuais ou recidiva mais rápida. É por isso que a investigação vascular completa — safena magna, safena parva e perfurantes relevantes — é sempre recomendada antes de qualquer decisão terapêutica, mesmo quando o paciente já sabe, por relato de outro médico, “que o problema é na safena”.

Como Cuidar da Saúde da Veia Safena no Dia a Dia

Embora o refluxo na veia safena tenha um forte componente genético — a predisposição herdada é o fator isolado mais importante — alguns hábitos podem ajudar a retardar a progressão do problema ou reduzir o desconforto associado, mesmo sem eliminar completamente o risco.

Atividade física regular

Caminhadas e exercícios que ativam a musculatura da panturrilha fortalecem a “bomba muscular” que auxilia o retorno venoso, aliviando parte da sobrecarga sobre as válvulas da veia safena. Não é um tratamento curativo, mas ajuda no manejo dos sintomas em estágios iniciais.

Evitar longos períodos parado, em pé ou sentado

A ausência de movimento por períodos prolongados aumenta a pressão dentro da veia safena, favorecendo a progressão do refluxo. Pausas regulares para caminhar, mesmo curtas, fazem diferença ao longo do tempo — especialmente em profissões que exigem longos períodos na mesma posição.

Uso de meia de compressão

Para pacientes já diagnosticados com refluxo na veia safena, a meia de compressão elástica, com a graduação prescrita pelo médico, ajuda a reduzir a distensão da veia e alivia sintomas como peso e cansaço nas pernas — funcionando como suporte externo enquanto o tratamento definitivo não é realizado, ou como complemento após o procedimento.

Controle de peso

O excesso de peso aumenta a pressão sobre o sistema venoso das pernas como um todo, incluindo a veia safena. Manter um peso saudável é uma das medidas com maior impacto na prevenção da progressão da doença venosa.

Quando Procurar Avaliação da Veia Safena

Nem toda alteração na veia safena precisa de tratamento imediato — muitas vezes, o acompanhamento clínico regular é suficiente. Mas alguns sinais indicam que vale a pena buscar avaliação com um cirurgião vascular:

  • Veias visivelmente dilatadas e salientes na perna, especialmente na face interna da coxa ou perna (trajeto típico da safena magna)
  • Sensação de peso, cansaço ou queimação nas pernas ao final do dia
  • Inchaço que piora ao longo do dia e melhora com a perna elevada
  • Cãibras noturnas frequentes, especialmente na panturrilha
  • Manchas escuras na pele próximas ao tornozelo
  • Histórico familiar significativo de varizes ou doença venosa
  • Recebimento de um laudo de Doppler mencionando refluxo ou insuficiência na veia safena

A avaliação com Doppler venoso é o único jeito seguro de confirmar se há realmente refluxo na veia safena e definir, com precisão, se e quando o tratamento é indicado. Adiar essa avaliação, na presença de sintomas, tende apenas a postergar o desconforto e, em alguns casos, permitir a progressão da doença dentro da classificação CEAP.

Trombose da Veia Safena: Quando a Veia Superficial Forma Coágulo

Além do refluxo — a alteração mais comum e discutida neste artigo — a veia safena também pode ser afetada por trombose, chamada de tromboflebite superficial quando ocorre na veia safena ou em suas ramificações. Diferente da trombose venosa profunda (TVP), que ocorre nas veias mais internas da perna, a tromboflebite da safena acomete a veia superficial e costuma ter apresentação clínica distinta.

Como se manifesta a tromboflebite da veia safena

Os sinais típicos incluem dor, vermelhidão, calor e um cordão endurecido e sensível ao toque no trajeto da veia safena — muitas vezes coincidindo com uma variz já existente. Diferente da TVP, que costuma causar inchaço difuso da perna, a tromboflebite superficial tende a ser mais localizada, seguindo exatamente o trajeto da veia afetada.

Por que a tromboflebite da safena não deve ser ignorada

Embora geralmente tenha evolução mais benigna que a TVP, a tromboflebite da veia safena — especialmente quando ocorre próxima à junção com o sistema venoso profundo (crossa safeno-femoral ou safeno-poplítea) — tem risco de progressão para trombose venosa profunda se não for adequadamente avaliada e tratada. Por isso, qualquer cordão dolorido e endurecido no trajeto da safena deve ser avaliado por Doppler venoso, que consegue determinar com precisão a extensão do trombo e a proximidade com o sistema profundo, orientando a conduta mais segura.

Veia Safena Acessória: Uma Variação Anatômica Importante

Além da safena magna e da safena parva, existem variações anatômicas que merecem menção — a mais relevante clinicamente é a veia safena acessória, um ramo que corre paralelo à veia safena magna, geralmente na porção da coxa. Nem todas as pessoas têm essa veia acessória de forma proeminente, mas quando presente, pode ser origem independente de refluxo e varizes, mesmo quando a safena magna principal está preservada.

Essa é uma das razões pelas quais o Doppler venoso pré-tratamento é tão detalhado: identificar corretamente todas as veias com refluxo — incluindo eventuais ramos acessórios — evita que o paciente seja submetido a um tratamento incompleto, que trata a safena principal mas deixa uma veia acessória com refluxo não identificada, resultando em varizes residuais ou recidiva precoce.

Variações anatômicas são normais

É importante que o paciente entenda que essas variações — veia acessória, pontos de junção com localização variável, calibres diferentes entre as pernas — são achados anatômicos normais e comuns, não indicam nenhuma doença por si só. O que importa clinicamente é a presença ou ausência de refluxo funcional, não a variação estrutural em si.

Qual Médico Procurar para Avaliar a Veia Safena

O cirurgião vascular e angiologista é o especialista responsável pela avaliação, diagnóstico e tratamento de qualquer alteração da veia safena — desde o refluxo simples até casos mais complexos de trombose superficial ou recidiva após tratamento prévio.

É esse profissional quem solicita e interpreta o Doppler venoso, discute com o paciente as diferentes opções de tratamento disponíveis — considerando a anatomia individual revelada no exame — e realiza ou encaminha para o procedimento mais adequado a cada caso, seja ele conservador (acompanhamento e meia de compressão) ou intervencionista (laser, radiofrequência, escleroterapia ou cirurgia).

Vale reforçar: mesmo quando a queixa inicial parece puramente estética — “vasinhos” ou pequenas dilatações — vale a pena passar por essa avaliação. Como discutido ao longo deste artigo, a veia safena pode ter refluxo relevante mesmo quando os sinais visíveis na pele parecem discretos, e o diagnóstico preciso só é possível através do exame especializado.

Considerações Finais sobre a Veia Safena

Entender a anatomia e a função da veia safena vai muito além de decifrar termos técnicos de um laudo médico — é o primeiro passo para compreender por que ela ocupa um papel tão central no diagnóstico e tratamento das varizes. Seja magna ou parva, principal ou acessória, essa veia superficial é, na maioria dos casos, o ponto de partida real de um problema que se manifesta visualmente na pele, mas que começa, de fato, no funcionamento das válvulas internas do sistema venoso.

Se você tem dúvidas sobre suas próprias veias — seja por sintomas, histórico familiar ou um laudo de exame que não conseguiu entender completamente — a avaliação com Doppler venoso e a conversa direta com um cirurgião vascular são o caminho mais seguro para transformar essa incerteza em um plano de cuidado claro e individualizado.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre safena magna e safena parva?

A veia safena magna é a maior e mais longa, correndo pela face interna da perna e coxa, da região do tornozelo até a virilha. A veia safena parva é menor, corre pela parte de trás da panturrilha e termina atrás do joelho. Ambas são veias superficiais que podem desenvolver refluxo e varizes.

Onde fica a veia safena na perna?

A veia safena magna nasce na região interna do tornozelo e sobe pela face interna da perna e da coxa até a virilha, onde se conecta a uma veia profunda. É uma veia superficial, ou seja, corre logo abaixo da pele.

O que significa ‘safena magna insuficiente’ no laudo?

Significa que, no exame de Doppler, foi identificado refluxo na veia — as válvulas internas não estão fechando adequadamente, permitindo que o sangue retorne para baixo em vez de subir normalmente. É a causa mais comum de varizes.

Ponte de safena tem relação com a safena da perna?

Sim, mas em contexto diferente: a safena é uma veia superficial das pernas, enquanto a ponte de safena é uma cirurgia cardíaca que utiliza um segmento saudável dessa mesma veia como enxerto para contornar uma obstrução em artéria coronária.

Remover a veia safena afeta a circulação da perna?

Não necessariamente. O sistema venoso profundo assume a maior parte do retorno sanguíneo quando a safena com refluxo é tratada, e outras veias superficiais saudáveis compensam a função — além disso, existe a mesma veia na outra perna.

Qual exame avalia a veia safena?

O Doppler venoso é o exame padrão-ouro — não invasivo, indolor, capaz de visualizar o trajeto completo da veia, medir seu calibre e identificar refluxo com precisão.

Como é tratada a veia safena com refluxo?

Existem opções minimamente invasivas como laser endovenoso e radiofrequência, escleroterapia com espuma guiada por ultrassom, e a cirurgia convencional (safenectomia) para casos mais específicos. A escolha depende da avaliação individual no Doppler.

A veia safena pode ter trombose?

Sim — é chamada de tromboflebite superficial. Causa dor, vermelhidão e um cordão endurecido no trajeto da veia. Merece avaliação médica, especialmente se próxima à juncão com o sistema venoso profundo.

O que é a veia safena acessória?

Sim, é uma variação anatômica comum — um ramo que corre paralelo à safena magna, geralmente na coxa, e que pode ter refluxo independente da veia principal.

Qual médico avalia a veia safena?

O cirurgião vascular e angiologista é o especialista responsável pela avaliação com Doppler, diagnóstico e definição do tratamento mais adequado para qualquer alteração da veia safena.

A Veia Safena Existe nas Duas Pernas — E Pode Ser Diferente em Cada Uma

Um último ponto que costuma esclarecer bastante dúvida: a veia safena existe igualmente nas duas pernas — cada perna tem sua própria safena magna e parva, funcionando de forma independente uma da outra. É por isso que é perfeitamente possível ter refluxo apenas em uma perna, nas duas com intensidades diferentes, ou até em veias diferentes (magna de um lado, parva do outro). Essa assimetria é comum e reforça por que a avaliação com Doppler deve sempre considerar as duas pernas separadamente, mesmo quando o paciente percebe sintomas em apenas uma delas.

Conclusão

Se você notou veias dilatadas na perna, sente peso ou cansaço ao final do dia, ou recebeu um laudo de Doppler com termos que não conseguiu entender completamente, vale a pena agendar uma avaliação especializada. O diagnóstico preciso da veia safena é o primeiro passo para um plano de tratamento seguro e individualizado.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui a consulta médica presencial. Cada paciente é único e os resultados de tratamentos podem variar de pessoa para pessoa. Consulte sempre um médico para avaliação individualizada.

Dr. Luís Antonio Dotta — CRM-SP 65772 / RQE 28296. Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.

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Avaliação da Veia Safena em São Paulo

O Dr. Luís Dotta (CRM 65772/SP – RQE 28296) avalia veias e varizes com Doppler em três unidades em São Paulo:

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