Escleroterapia de Varizes: o que é, como funciona e quando indicar
A escleroterapia de varizes é, hoje, um dos tratamentos mais eficazes e menos invasivos para varizes de médio e grande calibre — e ainda é subutilizado porque muita gente associa “escleroterapia” apenas ao tratamento de vasinhos finos. Engano. A escleroterapia de varizes com espuma densa (técnica de Tessari) é capaz de tratar varizes calibrosas das pernas e das coxas, veias reticulares volumosas e até a veia safena incompetente — sem bisturi, sem anestesia geral, sem internação.
Com mais de trinta anos de cirurgia vascular em São Paulo, utilizo a escleroterapia de varizes há décadas como parte do meu arsenal terapêutico. Neste artigo explico com detalhes o que é a escleroterapia de varizes, como ela funciona na prática, quando é indicada, como é o procedimento, quais são os resultados esperados, as diferenças em relação à cirurgia convencional e ao laser, e quando os convênios cobrem esse tratamento.
O que é Escleroterapia de Varizes
A escleroterapia de varizes é um procedimento ambulatorial que consiste na injeção de uma substância química — o agente esclerosante — diretamente dentro da variz, provocando uma reação inflamatória controlada que fecha a veia. Com o tempo, a variz tratada é absorvida pelo organismo e desaparece.
A diferença fundamental entre a escleroterapia de varizes e a escleroterapia de vasinhos está no calibre dos vasos tratados e na forma de preparo do agente esclerosante. Para varizes de médio e grande calibre (acima de 3 mm), o esclerosante é transformado em espuma densa — uma microespuma criada misturando o líquido esclerosante com ar em proporção controlada (técnica de Tessari). Essa espuma tem contato muito mais eficiente com a parede venosa do que a solução líquida, sendo capaz de preencher completamente o lúmen de veias maiores e provocar a obliteração desejada.
A escleroterapia de varizes com espuma representa uma revolução no tratamento das doenças venosas crônicas. Antes de sua popularização, varizes de médio e grande calibre eram tratadas quase exclusivamente pela cirurgia convencional — com suas limitações de anestesia, internação e recuperação. Hoje, a escleroterapia de varizes permite tratar casos que antes iam à sala cirúrgica em consultório, em 30 a 60 minutos, com o paciente caminhando ao sair.
Escleroterapia de Varizes vs. Escleroterapia de Vasinhos — Qual a Diferença
Esta é a primeira dúvida de quase todos os pacientes que chegam ao consultório. São procedimentos relacionados, mas com indicações, técnicas e públicos distintos:
| Característica | Escleroterapia de Varizes | Escleroterapia de Vasinhos |
|---|---|---|
| Alvo | Varizes > 3mm, veias reticulares calibrosas, safena | Telangiectasias < 1mm e veias reticulares finas (1-3mm) |
| Técnica | Espuma densa (técnica de Tessari) — esclerosante + ar | Solução líquida ou espuma fina |
| Agulha | Calibre 25G a 27G ou cateter fino | Calibre 30G a 32G (ultrafina) |
| Guia de imagem | Frequentemente com ultrassom (eco-guiada) | Visão direta ou com iluminação transdermal |
| Indicação principal | Insuficiência venosa crônica com varizes sintomáticas | Telangiectasias — estética ou sintomas leves |
| Cobertura convênio | Frequentemente coberta com indicação clínica | Geralmente não coberta (estética) |
| Resultado visual | Redução das varizes calibrosas nas semanas seguintes | Desaparecimento dos vasinhos em semanas a meses |
Na prática clínica, as duas técnicas são frequentemente combinadas na mesma sessão — a escleroterapia de varizes com espuma trata os vasos maiores, e a escleroterapia líquida cuida dos vasinhos associados. O resultado é mais completo e duradouro do que tratar apenas um tipo de vaso.
Como Funciona a Escleroterapia de Varizes com Espuma
O mecanismo da escleroterapia de varizes pode ser resumido em quatro etapas:
- Injeção da espuma esclerosante: a microespuma é preparada na hora, misturando o agente esclerosante (polidocanol ou tetradecil sulfato de sódio) com ar em proporção de 1:4 em seringas conectadas por torneira de três vias — a chamada técnica de Tessari. A espuma resultante tem consistência de mousse e se distribui de forma homogênea pela veia
- Contato com a parede venosa: a espuma desloca o sangue dentro da veia e entra em contato direto com o endotélio — a camada interna da veia. Esse contato provoca desnaturação das proteínas da parede e morte celular localizada
- Reação inflamatória controlada: nos dias seguintes, ocorre espasmo venoso seguido de trombose química controlada — a veia fecha progressivamente
- Fibrose e absorção: ao longo de semanas a meses, o tecido venoso morto é substituído por tecido fibroso e depois absorvido pelo organismo. A variz vai progressivamente “sumindo”

Escleroterapia de Varizes Eco-Guiada (UGFS)
A escleroterapia de varizes guiada por ultrassom (UGFS — Ultrasound Guided Foam Sclerotherapy) é a versão mais completa e eficaz da técnica. O ultrassom Doppler em tempo real permite:
- Visualizar a agulha dentro da veia durante a injeção — precisão máxima
- Confirmar que a espuma está preenchendo a veia correta
- Monitorar o trajeto da espuma em tempo real — reduz o risco de extravasamento e embolia
- Tratar varizes profundas não visíveis na superfície da pele
- Tratar a veia safena magna ou parva — as veias-tronco da insuficiência venosa crônica
A UGFS amplia significativamente as indicações da escleroterapia de varizes. Varizes tronculares que antes exigiam cirurgia convencional podem ser tratadas com espuma eco-guiada. A taxa de obliteração da safena com UGFS em estudos clínicos randomizados chega a 70 a 80% em 5 anos — inferior ao laser endovenoso (85-90%) e à cirurgia convencional (90%), mas sem anestesia geral e sem internação.
Quando a Escleroterapia de Varizes é Indicada
A escleroterapia de varizes tem indicações precisas. Nem toda variz é candidata a esse tratamento — e a avaliação com Doppler é indispensável antes de definir a melhor abordagem. De forma geral, a escleroterapia de varizes é indicada para:
- Varizes de médio calibre (3 a 6 mm) sem insuficiência safena significativa — resposta excelente à escleroterapia de varizes com espuma
- Varizes de grande calibre sem refluxo safeno: escleroterapia de varizes eco-guiada com boa eficácia
- Insuficiência da veia safena parva — a safena parva (panturrilha) responde particularmente bem à UGFS
- Insuficiência da veia safena magna de pequeno a médio calibre — nos casos em que o laser ou cirurgia não são preferidos
- Varizes residuais após cirurgia — segmentos que ficaram após a safenectomia respondem muito bem à escleroterapia de varizes
- Varizes recidivadas — reoperação cirúrgica tem mais riscos; a escleroterapia de varizes com espuma é frequentemente a primeira escolha para recidiva
- Pacientes com risco cirúrgico elevado — idosos, cardiopatas, pacientes anticoagulados em que a cirurgia é mais arriscada
- Varizes de varizes pélvicas — as varizes nas coxas e nádegas de origem pélvica respondem bem à escleroterapia de varizes combinada com embolização pélvica
Quando a Escleroterapia de Varizes NÃO é Indicada
- Gravidez e amamentação — contraindicação absoluta
- Alergia conhecida ao agente esclerosante
- Trombose venosa profunda ativa
- Imobilidade grave dos membros inferiores
- Varizes muito calibrosas da safena magna (acima de 8-10 mm) — laser ou cirurgia têm melhor resultado
- Foramen oval patente (comunicação interatrial) — a espuma pode cruzar para a circulação arterial
A Importância do Doppler antes da Escleroterapia de Varizes
Este ponto não pode ser negligenciado. A escleroterapia de varizes sem avaliação prévia com Doppler venoso é um dos principais erros que levam à recidiva rápida.
O raciocínio é simples: a variz visível na perna muitas vezes é apenas a “ponta do iceberg”. Por baixo dela existe um sistema venoso com refluxo — frequentemente uma safena incompetente — que alimenta constantemente aquela variz com sangue sob pressão. Se você tratar a variz superficial sem mapear e corrigir a causa profunda, as varizes voltam em poucos meses.
O Doppler venoso dos membros inferiores antes da escleroterapia de varizes identifica:
- Se há refluxo na veia safena magna ou parva — e em qual segmento
- O calibre exato das veias a tratar — define o volume e concentração da espuma
- A extensão das varizes tributárias
- Se há trombose ou flebite ativa que contraindique o procedimento
- O ponto de junção safeno-femoral ou safeno-poplíteo — localização crítica para o tratamento
Com o mapa venoso em mãos, o cirurgião vascular planeja a escleroterapia de varizes de forma estratégica — tratando primeiro a causa do refluxo e depois as tributárias, garantindo resultados mais duradouros.
Como é o Procedimento de Escleroterapia de Varizes — Passo a Passo
Antes da Escleroterapia de Varizes
- Consulta com cirurgião vascular para avaliação clínica e indicação
- Doppler venoso dos membros inferiores com mapeamento completo
- Não usar hidratante nas pernas no dia do procedimento
- Usar roupas largas — será necessário meia de compressão ao sair
- Não é necessário jejum
- Informe uso de anticoagulantes, antiagregantes ou hormônios
Durante a Escleroterapia de Varizes
O procedimento de escleroterapia de varizes é realizado em consultório ou ambulatório. Não requer sala cirúrgica nem anestesia geral.
- O paciente fica deitado em posição confortável
- O médico identifica as varizes a tratar — visualmente ou com auxílio do ultrassom
- A espuma esclerosante é preparada na hora (técnica de Tessari)
- A pele é limpa com antisséptico e a agulha é introduzida diretamente na variz
- Na UGFS, o ultrassom confirma o posicionamento da agulha antes da injeção
- A espuma é injetada com monitoramento do preenchimento venoso
- Após a injeção, compressão manual é aplicada imediatamente para favorecer o contato espuma-parede e evitar refluxo para o sistema profundo
- O procedimento dura 30 a 60 minutos, dependendo da extensão das varizes
Durante a escleroterapia de varizes, o paciente sente desconforto leve — sensação de queimação ou pressão ao longo da veia durante e logo após a injeção. É esperado e dura minutos. Não há necessidade de analgesia prévia na maioria dos casos.
Imediatamente Após a Escleroterapia de Varizes
- A meia de compressão é colocada imediatamente após o procedimento — é fundamental para o resultado
- O paciente caminha por 20 a 30 minutos antes de sair — ativa a bomba muscular e otimiza o contato espuma-veia
- Alta no mesmo dia
- Retorno às atividades leves no mesmo dia
Quantas Sessões de Escleroterapia de Varizes são Necessárias
O número de sessões de escleroterapia de varizes varia conforme a extensão e complexidade do caso. Uma das vantagens da técnica é a possibilidade de tratar progressivamente, em sessões ambulatoriais, sem interromper as atividades do paciente.
| Extensão do caso | Sessões estimadas | Intervalo entre sessões |
|---|---|---|
| Varizes médias isoladas (sem refluxo safeno) | 2 a 4 sessões | 4 a 6 semanas |
| Varizes extensas com insuficiência safena parva | 3 a 5 sessões | 4 a 6 semanas |
| Insuficiência safena magna + tributárias | 4 a 6 sessões | 4 a 6 semanas |
| Varizes residuais ou recidivadas pós-cirurgia | 2 a 4 sessões | 4 a 6 semanas |
O resultado final da escleroterapia de varizes é avaliado 3 meses após a última sessão — é o tempo necessário para a absorção completa do tecido venoso tratado e a estabilização do resultado. Nessa consulta de reavaliação, um novo Doppler confirma se a veia foi efetivamente obliterada e se há necessidade de sessões complementares.
Cuidados Após a Escleroterapia de Varizes
Nas primeiras 48 horas
- Manter a meia de compressão conforme orientação — geralmente 24 a 72h contínuas
- Caminhar regularmente — atividade leve é incentivada, não ficar parado
- Evitar banhos quentes, sauna, exposição solar nas áreas tratadas
- Não esfregar ou pressionar as regiões tratadas
- Evitar viagens aéreas longas nas primeiras 48h
Na primeira semana após escleroterapia de varizes
- Usar meia de compressão durante o dia conforme indicação
- Evitar atividades aquáticas (piscina, praia) por 7 dias
- Usar protetor solar nas áreas tratadas ao se expor ao sol
- Evitar depilação nas regiões tratadas por 2 semanas
Atividade física após escleroterapia de varizes
- Caminhada: liberada no mesmo dia — é recomendada
- Corrida e ciclismo: aguardar 48 a 72 horas
- Musculação: aguardar 5 a 7 dias
- Natação e hidroginástica: aguardar 7 dias
O que Esperar na Recuperação — Reações Normais e Sinais de Alerta
Reações normais após escleroterapia de varizes
- Escurecimento das varizes tratadas: nas primeiras 2 a 6 semanas, as varizes ficam mais escuras e podem parecer maiores antes de começar a desaparecer — é o processo de trombose química esperado
- Endurecimento ao longo das veias: o tecido venoso em processo de fibrose pode ser palpável por semanas — normal
- Hematomas ao redor dos pontos de injeção: resolvem em 1 a 2 semanas
- Sensação de tensão ou desconforto ao longo das veias: nas primeiras 48 a 72 horas — normal
- Hiperpigmentação: manchas escuras na pele sobre as varizes tratadas — ocorre em 10 a 30% dos casos, tende a clarear em 6 a 18 meses. Protetor solar é obrigatório
Quando procurar o médico após escleroterapia de varizes
- Dor intensa, inchaço súbito e vermelhão em uma perna inteira — pode indicar TVP (raro, menos de 1%)
- Falta de ar, dor no peito ou taquicardia — sinais de embolia pulmonar (muito raro)
- Vermelhão intenso, calor e pus na pele — infecção local
- Manchas escuras e ferida no local de injeção — necrose cutânea (rara, associada a extravasamento)
- Sintomas visuais (flashes, pontos luminosos) ou neurológicos — microembolia cerebral (raro com técnica correta)
Escleroterapia de Varizes vs. Laser Endovenoso vs. Cirurgia Convencional
Uma das perguntas mais frequentes no consultório: “doutor, qual o melhor tratamento para minhas varizes?” A resposta correta é: depende do caso. As três opções têm indicações e vantagens específicas:
| Critério | Escleroterapia de Varizes (UGFS) | Laser Endovenoso (EVLT) | Cirurgia Convencional |
|---|---|---|---|
| Anestesia | Tumescente local ou sem anestesia | Tumescente local | Geral ou raqui |
| Internação | Não — ambulatorial | Não — ambulatorial | Sim (1 noite geralmente) |
| Incisões | Apenas punção de agulha | Apenas punção de agulha | Incisões na virilha e perna |
| Retorno às atividades | Mesmo dia (atividades leves) | 1 a 2 dias | 7 a 14 dias |
| Eficácia em safena magna | 70 a 80% em 5 anos | 85 a 92% em 5 anos | 88 a 95% em 5 anos |
| Ideal para | Varizes médias, safena parva, recidivas, alto risco cirúrgico | Safena magna de médio calibre, casos com anatomia favorable | Safenas muito calibrosas, casos complexos, recidivas extensas |
| Cobertura convênio | Frequentemente coberta (indicação clínica) | Depende do plano | Coberta com indicação |
Na minha prática, utilizo frequentemente a escleroterapia de varizes como primeira linha para casos de médio porte, como complemento ao laser endovenoso para tributárias, e como tratamento de eleição para varizes recidivadas e para pacientes com risco cirúrgico elevado. A decisão é sempre individualizada após o Doppler.
O Convênio Cobre Escleroterapia de Varizes
Esta é uma das perguntas mais práticas e importantes. A resposta depende da indicação:
- Escleroterapia de varizes com indicação clínica — varizes sintomáticas (dor, inchaço, câimbras, queimação), insuficiência venosa crônica documentada pelo Doppler, varizes tronculares — tem boa chance de cobertura pelos planos de saúde regulamentados pela ANS, incluindo os convênios aceitos pelo Dr. Luís Dotta (Iamsp, Hapvida, Bradesco, Ameplan, Cruz Azul, Sagrada Família)
- Escleroterapia de varizes puramente estética — varizes sem sintomas, sem insuficiência venosa documentada — geralmente não é coberta pelos planos
Na consulta de avaliação, após o Doppler, oriento o paciente sobre a cobertura do seu plano específico e como solicitar a autorização. O código TUSS da escleroterapia química de varizes é 31309120. A documentação de indicação clínica — laudo do Doppler com refluxo documentado — é fundamental para a autorização.
Quer saber quais convênios aceitamos? Veja o artigo completo sobre convênios aceitos pelo cirurgião vascular.
Escleroterapia de Varizes — Grupos que Mais se Beneficiam
Varizes Recidivadas Após Cirurgia
A reoperação cirúrgica em varizes recidivadas é tecnicamente mais difícil — há fibrose, anatomia alterada e maior risco de lesão de estruturas vizinhas. A escleroterapia de varizes com espuma eco-guiada é, nesse contexto, frequentemente a primeira escolha. Trata as varizes recidivadas com boa eficácia, menor risco e sem os desafios da reoperação.
Pacientes Anticoagulados
Pacientes em uso de anticoagulantes (varfarina, rivaroxabana, apixabana) representam risco cirúrgico elevado pela dificuldade de reversão e risco de sangramento. A escleroterapia de varizes pode ser realizada com anticoagulação, com ajustes de técnica e cuidados específicos — tornando-se a opção preferida nesses casos.
Idosos com Varizes Sintomáticas
Em pacientes idosos com comorbidades (cardiopatia, DPOC, diabetes), a anestesia geral ou raqui representa risco adicional. A escleroterapia de varizes sem anestesia geral é frequentemente a opção mais segura para tratar as varizes sintomáticas e melhorar a qualidade de vida dessa população.
Varizes de Origem Pélvica
As varizes nas coxas, nádegas e face interna das pernas que têm origem nas varizes pélvicas frequentemente recidivam após cirurgia convencional porque a causa pélvica não foi tratada. A abordagem combinada — embolização das veias pélvicas + escleroterapia de varizes nas pernas — é a estratégia mais eficaz nesses casos.
Escleroterapia de Varizes e os Sintomas da Insuficiência Venosa Crônica
Além do resultado estético — redução das varizes visíveis — a escleroterapia de varizes com indicação correta promove melhora significativa dos sintomas da insuficiência venosa crônica:
- Redução da dor e do peso nas pernas — o refluxo venoso eliminado alivia a hipertensão venosa, principal causa dos sintomas
- Melhora do inchaço — o edema vespertino nos tornozelos reduz progressivamente
- Redução das câimbras noturnas
- Melhora da qualidade do sono
- Redução do risco de flebite — varizes em processo inflamatório são eliminadas
- Prevenção da progressão para dermatite ocre e úlcera venosa nos casos mais avançados
Perguntas Frequentes sobre Escleroterapia de Varizes
Escleroterapia de varizes funciona mesmo?
Sim. A escleroterapia de varizes com espuma tem eficácia comprovada em múltiplos estudos clínicos randomizados. A taxa de obliteração venosa em 5 anos varia de 70 a 85% dependendo do calibre das varizes e da técnica utilizada. Casos selecionados corretamente têm resultados equivalentes ou próximos ao tratamento cirúrgico convencional, com muito menor morbidade.
Escleroterapia de varizes dói?
O procedimento de escleroterapia de varizes provoca desconforto leve a moderado — sensação de queimação ou pressão no trajeto da veia durante a injeção. Não requer anestesia geral. A maioria dos pacientes tolera bem sem analgesia prévia. O desconforto é transitório e cessa em minutos após a injeção.
Quantas sessões de escleroterapia de varizes são necessárias?
Depende do calibre e extensão das varizes. Varizes de médio calibre sem insuficiência safena: 2 a 4 sessões. Casos com safena parva incompetente: 3 a 5 sessões. Insuficiência safena magna com tributárias extensas: 4 a 6 sessões. Intervalo mínimo de 4 a 6 semanas entre sessões. Resultado final avaliado 3 meses após a última sessão.
O convênio cobre escleroterapia de varizes?
A escleroterapia de varizes com indicação clínica documentada pelo Doppler costuma ter cobertura pelos planos de saúde regulamentados pela ANS. A versão estética (varizes sem sintomas) geralmente não é coberta. Após a avaliação com Doppler, orientamos o paciente sobre cobertura e como solicitar autorização do plano.
Qual a diferença entre escleroterapia de varizes e cirurgia de varizes?
A escleroterapia de varizes fecha a veia por reação química (espuma esclerosante), sem cortes, sem anestesia geral, ambulatorial, com retorno imediato às atividades leves. A cirurgia convencional remove a veia por incisões, requer anestesia e repouso de 7 a 14 dias. Ambas têm indicações específicas — a escolha depende do calibre das varizes, da anatomia venosa e das condições clínicas do paciente.
As varizes voltam após a escleroterapia com espuma?
As varizes tratadas com sucesso não voltam — a veia obliterada é absorvida definitivamente. Novas varizes podem surgir ao longo do tempo pela progressão natural da doença venosa ou se a insuficiência venosa de fundo não foi tratada. Por isso o Doppler prévio e o tratamento da causa raiz são fundamentais para resultados duradouros.
Escleroterapia de varizes pode ser feita nas pernas e nas coxas?
Sim. A escleroterapia de varizes com espuma trata varizes em qualquer segmento dos membros inferiores — perna, coxa, joelho, tornozelo, região poplítea — desde que o mapeamento com Doppler defina corretamente o ponto de origem do refluxo e o calibre dos vasos a tratar.
Posso trabalhar após a escleroterapia de varizes?
Sim. A grande maioria dos pacientes retorna às atividades profissionais no mesmo dia ou no dia seguinte. Atividades que exijam muito esforço físico intenso aguardam 5 a 7 dias. Quem trabalha em pé por longas horas deve usar a meia de compressão durante o dia no período de recuperação.
Escleroterapia de varizes tem risco de trombose?
O risco de trombose venosa profunda (TVP) após escleroterapia de varizes é baixo — inferior a 1% com técnica correta. A caminhada imediata após o procedimento e o uso de meia de compressão são as principais medidas preventivas. Em pacientes com histórico de TVP ou trombofilias, a avaliação de risco individualizada é necessária antes do procedimento.
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⚖️ Aviso Legal: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui a consulta médica presencial, o diagnóstico ou o tratamento profissional. Resultados podem variar de paciente para paciente dependendo de fatores individuais. Consulte sempre um médico para avaliação individualizada da sua condição de saúde.
✍️ Dr. Luís Antonio Dotta | CRM 65772/SP | RQE 28296 | Especialista em Angiologia, Cirurgia Vascular e Cirurgia Cardiovascular | Mais de 30 anos de experiência em São Paulo








