CID de Insuficiência Venosa: Qual É o Código e Quando Usar
O CID mais usado para insuficiência venosa dos membros inferiores é o I87.2 (insuficiência venosa crônica periférica), da Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão. Quando existem varizes associadas, o médico pode registrar também um código da família I83, que muda conforme haja ou não úlcera e inflamação.
Se você chegou até aqui, provavelmente tem em mãos um laudo de ultrassom Doppler, um atestado, um pedido de exame ou um relatório com um código que não entende bem. Essa dúvida é muito comum no consultório: o paciente vê “CID I87.2” ou “I83.9” escrito no papel e não sabe se aquilo indica algo grave, se muda o tratamento ou se vale para convênio e afastamento do trabalho.
Neste conteúdo explico, com a linguagem de quem atende esses casos todos os dias, o que cada código significa, como eles se relacionam com a insuficiência venosa crônica e com a classificação CEAP, e em que situações o CID aparece em documentos médicos. O CID é apenas uma etiqueta administrativa: quem define a gravidade e o tratamento é a avaliação clínica individual.
O que é o CID e para que ele serve em um laudo médico
Uma dúvida frequente entre pacientes é: “o CID é o diagnóstico?”. O CID é o código que representa um diagnóstico dentro de uma lista internacional, mantida pela Organização Mundial da Saúde. Ele não substitui o diagnóstico escrito pelo médico; apenas padroniza a forma de registrá-lo.
CID significa Classificação Internacional de Doenças. No Brasil, a versão em uso nos serviços de saúde e nos sistemas administrativos é a décima revisão, conhecida como CID-10. Ela organiza as doenças em capítulos, e as doenças do aparelho circulatório, onde ficam as veias, aparecem no capítulo que vai de I00 a I99. Por isso quase todos os códigos vasculares começam pela letra I.
Na prática, o código aparece em situações bem concretas: no pedido de um exame como o Doppler vascular, no relatório médico enviado ao convênio, no atestado entregue ao empregador e em documentos previdenciários. Em cada um desses papéis, o código cumpre uma função diferente, mas sempre a mesma lógica: dizer, de maneira resumida e universal, qual condição motivou aquele documento.
O CID mostra a gravidade da doença?
Em geral, não. Um mesmo código pode abranger desde uma pessoa com sintomas leves, como sensação de peso no fim do dia, até alguém com alterações de pele mais avançadas. A gravidade é descrita pelo exame físico, pelo ultrassom e por classificações próprias, como a CEAP, que veremos adiante. Por isso, dois pacientes com o mesmo CID podem ter condutas bem diferentes.
Quem escolhe o código?
O código é escolhido pelo médico que atende, com base na avaliação clínica e nos exames. Não é o paciente nem a clínica que “decide” o CID de um documento. Quando o paciente solicita que um código específico seja colocado, o médico precisa verificar se aquilo corresponde ao que de fato foi diagnosticado, porque registrar um CID incompatível com o quadro clínico não é adequado do ponto de vista ético e documental.
Também vale lembrar que o paciente tem direito de saber o que o código do seu documento significa. Se você recebeu um papel com uma sigla que não entende, perguntar na consulta é sempre o caminho mais seguro, em vez de pesquisar apenas por conta própria e tirar conclusões precipitadas.
CID I87.2: o código da insuficiência venosa crônica
Uma dúvida técnica relevante é qual código corresponde exatamente à insuficiência venosa. A resposta objetiva: I87.2 – Insuficiência venosa (crônica) (periférica). É o código de referência quando as veias das pernas não conseguem devolver o sangue ao coração de maneira eficiente, sem que haja outra causa específica que tenha um código próprio.
A insuficiência venosa crônica acontece, na maioria dos casos, por falha das válvulas que existem dentro das veias. Essas válvulas funcionam como pequenas portas de mão única: deixam o sangue subir e impedem que ele volte. Quando elas perdem a capacidade de se fechar bem, o sangue se acumula nas pernas, a pressão dentro da veia aumenta e surgem sintomas como peso, inchaço no fim do dia, sensação de queimação, câimbras e alterações na pele.
O código I87.2 aparece com frequência em pedidos de ultrassom, em relatórios para tratamento e em consultas de acompanhamento. Ele é bastante abrangente de propósito: serve tanto para quem tem insuficiência venosa sem varizes visíveis quanto para quem já apresenta veias dilatadas, manchas ou ferida. Os detalhes do quadro entram no texto do laudo, não no código.
Insuficiência venosa “periférica”: o que significa?
A palavra “periférica” indica que o problema está nas veias dos membros, principalmente das pernas, e não nas veias centrais do tórax ou do abdome. É por isso que você pode encontrar buscas como “CID insuficiência venosa periférica” ou “insuficiência venosa periférica CID”: são variações do mesmo código I87.2, apenas descrevendo a localização.
E a insuficiência venosa “crônica”?
O termo “crônica” indica que a condição é de longa duração e costuma evoluir devagar ao longo dos anos, diferente de um evento agudo como a trombose. Na lista do CID-10, o mesmo código I87.2 cobre a forma crônica e a periférica, razão pela qual a busca “CID insuficiência venosa crônica” leva ao mesmo número. Se quiser entender melhor como a doença se manifesta e é conduzida, vale ler o conteúdo sobre sintomas e tratamento da insuficiência venosa crônica.
Um ponto de atenção: a atualização para a CID-11 está em andamento no mundo, com códigos alfanuméricos diferentes. Enquanto a transição não se completa nos sistemas brasileiros, laudos e convênios seguem usando os códigos da CID-10 citados neste conteúdo.
CID I83: varizes dos membros inferiores e suas subdivisões
Uma dúvida frequente é: “tenho varizes, o meu CID é o mesmo da insuficiência venosa?”. Nem sempre. As varizes dos membros inferiores têm uma família própria de códigos, a I83, e o quarto caractere informa se há complicações associadas.
- I83.9 – varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação. É o código usado quando existem veias dilatadas, mas a pele está íntegra e sem sinais inflamatórios.
- I83.0 – varizes dos membros inferiores com úlcera. Indica que há uma ferida associada à doença venosa.
- I83.1 – varizes dos membros inferiores com inflamação. Usado quando há sinais inflamatórios, como vermelhidão, calor e dor ao longo da veia ou da pele ao redor.
- I83.2 – varizes dos membros inferiores com úlcera e inflamação ao mesmo tempo.
Essa organização explica por que tantas pessoas encontram, em laudos diferentes, códigos diferentes para o que parece ser a mesma doença. Quem tem varizes sem complicações pode receber I83.9; quem tem varizes com ferida em atividade pode receber I83.0 ou I83.2; e quem tem apenas a descrição funcional de refluxo venoso, sem varizes visíveis, costuma receber I87.2.
Por que o código do mesmo paciente pode mudar?
Porque o quadro evolui, e o código acompanha o que existe no momento da consulta. Uma pessoa que hoje tem I83.9 pode, anos depois e sem acompanhamento, desenvolver uma úlcera venosa e passar a ser registrada como I83.0. A mudança de código não é “piora de sorte”: é a forma administrativa de refletir que a situação clínica mudou.
Quando o médico usa I87.2 e quando usa I83?
Não existe uma regra única que valha para todos os serviços, e a escolha depende do raciocínio do médico e do que o documento precisa comunicar. De modo geral, quando o foco do laudo é o mau funcionamento das válvulas e o refluxo, o I87.2 descreve bem. Quando o foco é a presença das veias varicosas e suas complicações cutâneas, a família I83 é mais específica. Em muitos pacientes, os dois diagnósticos coexistem, e o médico pode registrá-los juntos.
Para entender o que são as próprias varizes, a origem delas e como se manifestam, o conteúdo sobre varizes nas pernas complementa bem esta leitura.
Outros CIDs próximos que costumam ser confundidos com insuficiência venosa
Uma dúvida técnica relevante é como distinguir a insuficiência venosa de outras doenças das veias que têm códigos vizinhos. Veja os principais, porque muita gente os confunde ao ler um laudo.
- I87.0 – síndrome pós-flebítica: descreve as sequelas venosas que podem ficar depois de uma trombose venosa profunda, como inchaço persistente e alterações de pele. Mais detalhes em síndrome pós-trombótica.
- I80 – flebite e tromboflebite: inflamação de uma veia, com ou sem coágulo, geralmente superficial. Veja flebite para a diferença.
- I82 – outras embolias e tromboses venosas: inclui as tromboses de veias profundas em diferentes locais. Para o código específico da trombose venosa profunda, consulte o conteúdo sobre TVP e CID.
- I87.1 – compressão de veia: usada quando uma veia é comprimida por uma estrutura vizinha, como nas síndromes de compressão venosa.
- I89.0 – linfedema não classificado em outra parte: acúmulo de líquido linfático, que pode ser confundido com inchaço venoso. Veja linfedema.
- L97 – úlcera dos membros inferiores não classificada em outra parte: pode ser usada para a ferida em si quando a causa não é detalhada em outro código.
A diferença entre elas não é um detalhe burocrático. Um inchaço de perna que o paciente atribui à “má circulação” pode ser insuficiência venosa, linfedema, problema cardíaco, renal ou efeito de medicamento. Cada causa tem condutas muito diferentes, e o código só faz sentido depois que a causa foi investigada.
Insuficiência venosa e trombose são o mesmo CID?
Não. A insuficiência venosa crônica é um problema de funcionamento das válvulas, de evolução lenta. A trombose é a formação de um coágulo dentro da veia, que pode surgir de forma aguda e exige avaliação rápida. Elas podem se relacionar, já que uma trombose antiga pode lesionar válvulas e levar à insuficiência venosa depois, mas são diagnósticos distintos e, por isso, têm códigos distintos.
Se há uma perna súbita e unilateralmente inchada, dolorida, quente ou arroxeada, não espere para procurar atendimento: esse quadro precisa ser avaliado com urgência, independentemente de qualquer CID que apareça em papéis antigos.
Como o CID se relaciona com a classificação CEAP
Uma dúvida frequente é: “se o CID não mostra a gravidade, como o médico descreve em que fase está a minha doença?”. Para isso existe a classificação CEAP, usada internacionalmente para descrever a doença venosa crônica. Ela é complementar ao CID: o CID diz qual é a doença; a CEAP detalha como ela se apresenta.
A sigla reúne quatro dimensões: Clínica (C), Etiologia (E), Anatomia (A) e Fisiopatologia (P). A parte clínica é a mais conhecida e vai de C0 a C6:
- C0: sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa, embora possa haver sintomas.
- C1: telangiectasias (vasinhos) ou veias reticulares.
- C2: veias varicosas.
- C3: edema, ou seja, inchaço.
- C4: alterações de pele e tecido, como manchas escuras (dermatite ocre), eczema ou endurecimento.
- C5: úlcera venosa já cicatrizada.
- C6: úlcera venosa ativa.
Em termos práticos, uma pessoa com CID I87.2 pode estar em C1, em C3 ou em C6, e a conduta será muito diferente em cada caso. Quem tem apenas vasinhos (C1) costuma ser acompanhado de forma bem mais simples do que quem tem úlcera ativa (C6). Por isso, só o CID não permite saber a gravidade, e a CEAP funciona como um complemento descritivo.
Onde encontrar a classificação CEAP no seu laudo?
Em geral, ela aparece escrita no relatório do cirurgião vascular ou no laudo do ultrassom Doppler, com a letra C seguida de um número, às vezes com a letra “s” (sintomático) ou “a” (assintomático) acrescentada. Se o seu laudo traz algo como “C3s”, isso quer dizer, de forma resumida, que há edema e que o paciente tem sintomas.
A classificação também ajuda a organizar o acompanhamento ao longo do tempo. Comparar o C de hoje com o de um ano atrás permite ao médico perceber se houve progressão, estabilidade ou melhora com as medidas adotadas. Para um aprofundamento, o conteúdo sobre classificação CEAP e CID-10 das varizes detalha cada uma das letras.
As manchas escuras que aparecem no tornozelo e na parte inferior da perna, típicas do estágio C4, são abordadas no conteúdo sobre dermatite ocre, que merece atenção porque indica que a doença venosa já está afetando a pele.
O CID no laudo do ultrassom Doppler venoso
Uma dúvida frequente é: “o laudo do meu Doppler fala em refluxo, mas não tem CID; isso é normal?”. Sim. O laudo de imagem descreve o que o exame mostrou e, muitas vezes, não traz código nenhum. O CID costuma vir no pedido do exame, preenchido por quem solicitou, e não necessariamente no resultado.
O ultrassom Doppler venoso avalia o fluxo do sangue nas veias dos membros inferiores com o paciente em posição adequada, normalmente de pé, para que o refluxo apareça. O laudo descreve quais veias foram analisadas, o calibre delas, se há refluxo e por quanto tempo, e se existem sinais de trombose antiga ou recente. Termos que você pode encontrar incluem:
- Refluxo da croça da safena: falha de válvula na região de junção da veia safena magna com a veia femoral, na virilha.
- Incompetência valvar: válvulas que não fecham adequadamente.
- Veias perfurantes insuficientes: veias que conectam o sistema superficial ao profundo e que apresentam fluxo invertido.
- Sistema venoso profundo pérvio: as veias profundas estão abertas, sem trombose.
É comum que o paciente leia “insuficiência venosa” no laudo e se assuste. Na maioria das vezes, o termo descreve um achado frequente na população adulta, principalmente em quem tem histórico familiar, trabalha muito tempo em pé ou sentado, ou teve gestações. O que importa é como esse achado conversa com os sintomas e com o exame físico.
Um laudo “alterado” sempre pede tratamento?
Não necessariamente. Há pessoas com refluxo pequeno e pouquíssimos sintomas que são acompanhadas com orientações e medidas de conforto, e há pessoas com refluxo importante, sintomas intensos ou alterações de pele em que a indicação de procedimento é discutida. A decisão depende do conjunto: sintomas, exame físico, achados do Doppler e preferências do paciente, tudo avaliado em consulta.
Para entender o que esse exame investiga, quando é pedido e como se preparar, veja o conteúdo sobre Doppler vascular e também o panorama dos tipos de exame vascular.
CID de insuficiência venosa em atestado, afastamento e documentos previdenciários
Uma dúvida frequente é: “insuficiência venosa dá direito a afastamento do trabalho?”. A resposta curta é que o diagnóstico, por si só, não define afastamento. O que pesa é a limitação funcional que o quadro causa naquela pessoa e naquela atividade, avaliada caso a caso pelo médico assistente e, em situações previdenciárias, pela perícia.
No atestado médico, o CID só aparece se o paciente autorizar, já que o diagnóstico é um dado sigiloso. Quando o paciente concorda em incluir, o código I87.2 ou um dos códigos I83 pode ser registrado, junto ao período de afastamento recomendado. Há situações em que o afastamento é curto e pontual, por exemplo após um procedimento, e outras em que a condição de trabalho precisa ser adaptada, como pausas para movimentar as pernas ou uso de meias de compressão prescritas.
Quando a doença limita o trabalho?
Em pessoas que passam o dia inteiro em pé, como balconistas, cabeleireiros e profissionais de saúde, ou sentadas por muitas horas, a insuficiência venosa pode se manifestar com peso, inchaço e dor no fim do expediente. Em quadros mais avançados, com úlcera ativa, curativos frequentes e dor, a limitação pode ser maior. Esse assunto é detalhado em varizes em quem trabalha em pé ou sentado.
E para benefícios do INSS?
Para benefícios por incapacidade, o que a perícia avalia é a incapacidade para o trabalho, e não apenas o nome da doença. Um relatório médico bem feito descreve o diagnóstico, o código, a data de início dos sintomas, os exames realizados, os tratamentos já tentados, a evolução e as limitações funcionais. Ter um CID compatível é necessário, mas costuma não ser suficiente isoladamente. Cada situação é analisada individualmente, e não é possível prever o resultado de nenhum pedido.
Alguns cuidados ajudam a manter a documentação consistente: guardar laudos de ultrassom e fotos de evolução, registrar as consultas, manter o acompanhamento regular e seguir as orientações combinadas com o médico. Esse conjunto fortalece a coerência entre o que está escrito no papel e o que foi observado ao longo do tempo.
CID e plano de saúde: pedido de exames e procedimentos
Uma dúvida frequente é: “o convênio negou meu procedimento porque o CID não bate; o que isso quer dizer?”. Planos de saúde usam o CID como parte da análise de pedidos, comparando o diagnóstico informado com os critérios de cobertura e com o procedimento solicitado. Quando há incompatibilidade aparente, o pedido pode ser pendenciado ou negado até que o médico esclareça.
Na prática, para pedidos relacionados às veias, a documentação mais robusta costuma reunir: o relatório do médico com o diagnóstico e o código, o laudo do Doppler venoso, a descrição dos sintomas e da classificação CEAP, o relato dos tratamentos conservadores já realizados, como uso de meias e orientações, e a justificativa do procedimento proposto. Esse conjunto ajuda a operadora a entender por que determinada conduta foi indicada.
Procedimentos estéticos e funcionais
Alguns tratamentos de varizes podem ser considerados funcionais quando há sintomas e doença documentada, e outros, como a remoção de vasinhos por motivo exclusivamente estético, costumam ter regras de cobertura diferentes. Essa distinção depende do contrato de cada plano e da regulamentação vigente, e muda de operadora para operadora. Por isso, a conversa com o médico e a checagem direta com o convênio são parte importante do caminho.
Se você quer saber como funcionam os atendimentos por plano de saúde no consultório, consulte as informações sobre convênios aceitos. Sobre os fatores que influenciam o investimento de forma geral, há um conteúdo educativo em quanto custa o tratamento de varizes, que explica o que entra na conta sem publicar tabela de valores.
Um alerta importante: não é correto pedir ou aceitar que se coloque no documento um CID diferente do diagnóstico real para “facilitar” a aprovação. Além de eticamente inadequado, isso pode trazer problemas para o próprio paciente no futuro, inclusive em auditorias e em avaliações de saúde.
Sintomas da insuficiência venosa e quando o quadro preocupa
Uma dúvida frequente é: “insuficiência venosa é grave? pode matar?”. Na grande maioria dos casos, a insuficiência venosa crônica não é uma condição de risco imediato de vida. Ela é uma doença progressiva que, sem acompanhamento, pode comprometer a qualidade de vida e causar complicações locais, como úlceras e infecções de pele.
No consultório, o que observo com frequência é que os sintomas iniciais são subestimados porque parecem “coisa de fim de dia”. Os mais comuns são:
- sensação de perna pesada e cansada, que melhora ao elevar as pernas;
- inchaço nos pés e tornozelos, mais evidente à tarde e à noite;
- câimbras noturnas e sensação de queimação ou formigamento;
- coceira e pele ressecada na parte baixa da perna;
- manchas escuras no tornozelo e endurecimento da pele;
- veias dilatadas e tortuosas, visíveis sob a pele.
Esses sinais não são exclusivos da doença venosa, e por isso a avaliação presencial é indispensável. Quem sente perna pesada ou inchaço nas pernas com frequência deve conversar com um cirurgião vascular.
Sinais de alerta que pedem atendimento rápido
Algumas situações exigem avaliação sem demora: perna que incha de repente de um lado só, com dor, calor e vermelhidão; falta de ar súbita ou dor no peito, principalmente se houver inchaço em uma perna; ferida que surge e não melhora, com secreção ou mau cheiro; sangramento de uma veia dilatada que se rompeu; e febre associada a vermelhidão intensa na perna. Nesses casos, o ideal é procurar um serviço de urgência ou o médico o quanto antes, em vez de aguardar a próxima consulta de rotina.
As complicações de longo prazo, quando a doença avança sem cuidado, incluem a dermatite de estase, o endurecimento da pele e a úlcera venosa. Por isso, mesmo que o CID registrado seja o mesmo ao longo dos anos, vale manter um acompanhamento periódico para perceber precocemente qualquer mudança.
Como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento
Uma dúvida frequente é: “como o médico chega ao diagnóstico que gera o CID?”. O diagnóstico da insuficiência venosa começa pela conversa e pelo exame físico, e é complementado, quando necessário, pelo ultrassom Doppler venoso. Não existe exame de sangue que confirme a doença.
Na consulta, o cirurgião vascular pergunta sobre histórico familiar, gestações, profissão, uso de hormônios, trombose prévia e características dos sintomas. Em seguida examina as pernas com o paciente em pé e deitado, observa veias, pele, inchaço e pulsos arteriais. O Doppler venoso entra para confirmar o refluxo, mapear as veias envolvidas e descartar trombose, o que orienta a escolha da conduta.
Medidas de cuidado no dia a dia
Muitas medidas ajudam a aliviar os sintomas e a estabilizar o quadro: elevar as pernas ao fim do dia, caminhar regularmente, evitar longos períodos parado na mesma posição, manter o peso adequado e, quando indicadas, usar meias de compressão com a gradação prescrita pelo médico. O uso da meia errada, sem avaliação prévia, pode ser inadequado em alguns casos, como na doença arterial associada.
Procedimentos, quando indicados
Quando há indicação, as opções incluem a escleroterapia, o laser endovenoso e, em casos selecionados, a safenectomia. A escolha depende do calibre e do padrão das veias, do refluxo encontrado, da classificação CEAP, de outras doenças do paciente e das preferências conversadas na consulta. Os resultados podem variar de paciente para paciente, e a doença venosa é crônica, ou seja, pode exigir acompanhamento mesmo após o tratamento.
Se você tem um laudo com CID de insuficiência venosa e quer entender o que ele significa no seu caso, uma avaliação presencial com cirurgião vascular é o caminho mais seguro, e você pode agendar uma consulta pelos canais abaixo. Para saber mais sobre a especialidade, vale ler o que faz o médico vascular.
Perguntas Frequentes
Qual é o CID da insuficiência venosa?
O CID-10 mais usado para insuficiência venosa crônica periférica dos membros inferiores é o I87.2. Quando há varizes associadas, o médico pode usar também um código da família I83, conforme exista ou não úlcera e inflamação.
Qual é o CID de insuficiência venosa crônica?
É o mesmo código I87.2, que na CID-10 cobre a insuficiência venosa crônica e periférica. O detalhamento da gravidade é feito pelo texto do laudo e pela classificação CEAP, não pelo código.
CID I83.9 é a mesma coisa que insuficiência venosa?
Não exatamente. O I83.9 corresponde a varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação, enquanto o I87.2 descreve a insuficiência venosa crônica. Os dois diagnósticos podem coexistir no mesmo paciente.
O CID mostra se a insuficiência venosa é grave?
Em geral, não. Pessoas com sintomas leves e pessoas com alterações de pele podem ter o mesmo código. A gravidade é descrita pelo exame físico, pelo ultrassom Doppler e pela classificação CEAP.
Qual é a diferença entre insuficiência venosa e trombose?
A insuficiência venosa é uma falha de funcionamento das válvulas das veias, de evolução lenta. A trombose é a formação de um coágulo dentro da veia e pode exigir atendimento rápido. São diagnósticos diferentes, com códigos diferentes.
Insuficiência venosa pode matar?
Na maioria dos casos, a insuficiência venosa crônica não representa risco imediato de vida, mas pode causar complicações como úlceras e infecções se não for acompanhada. Sinais como perna súbita e unilateralmente inchada, falta de ar ou dor no peito exigem avaliação urgente.
Insuficiência venosa dá direito a afastamento do trabalho?
O diagnóstico isolado não define afastamento. O que conta é a limitação funcional causada pelo quadro na atividade da pessoa, avaliada pelo médico assistente e, em benefícios previdenciários, pela perícia.
Preciso de CID no atestado médico?
O CID só entra no atestado com a autorização do paciente, pois o diagnóstico é um dado sigiloso. Se o paciente concordar, o médico registra o código compatível com o diagnóstico real.
O laudo do Doppler venoso traz o CID?
Geralmente não. O laudo descreve os achados do exame, como refluxo e calibre das veias, e o CID costuma aparecer no pedido do exame ou no relatório do médico assistente.
Insuficiência venosa tem cura?
A insuficiência venosa crônica é uma doença de longa duração que costuma ser controlada, e não curada de forma definitiva. Medidas de cuidado e procedimentos, quando indicados, ajudam a controlar sintomas, mas os resultados variam de paciente para paciente e o acompanhamento costuma ser necessário.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional e não substitui, em hipótese alguma, a consulta médica presencial, o diagnóstico ou o tratamento profissional. Cada paciente é único e os resultados de tratamentos podem variar significativamente. Consulte sempre um médico para avaliação individualizada da sua condição de saúde.
Dr. Luís Antonio Dotta — CRM-SP 65772 / RQE 28296. Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.
Dúvidas sobre o seu laudo ou sobre o CID da sua insuficiência venosa?
O Dr. Luís Dotta (CRM 65772/SP – RQE 28296) atende em três unidades em São Paulo:
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